segunda-feira, 26 de abril de 2010

25 de Abril sempre

Ok, talvez o titulo nao seja o mais original...

Seguindo varias tradicoes, passei a noite de 24 no arraial no Carmo, e o 25 no desfile da Avenida, entre cravos vermelhos e a familia. Foi um bom 25 de Abril. Ao meu lado uma crianca dizia a mae que ainda nao queria ir embora, queria ver mais uma revolucao... E as tantas comecou a cantar a musica do cravo "Olh'o cravo, quem quer cravo".
Nao sei o porque de ter falado da menina aqui, mas enfim, talvez seja so uma esperanca de que as pessoas nao se esquecam, que se continue a gritar na avenida, e apesar de ja termos perdido bem caladinhos quase todas as conquistas de Abril, o continuemos a comemorar. Comemorar Homens que ha 36 anos tiveram mais coragem e menos medo do que temos nos hoje em dia.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Lembro-me de quando comecei a trabalhar como guia, e como Correio de Turismo do pânico que certas cidades me davam.
Escondia-o bem dos clientes, mas só eu sabia os nervos, a ansiedade, quase pânico que sentia na véspera, fechada no meu quarto de hotel, a estudar os mapas pela milionésima vez, a ler as informações que tinha preparado, e a ligar a colegas a fazer perguntas. Tudo era inútil, e essas cidades onde teria de ir no dia seguinte só me pareciam labirintos confusos, daqueles sempre em movimento, em que era impossível não me perder.
Quando na manhã seguinte alguém me ligava, e havia alterações de planos ou inmprevistos... era o pânico. Sempre tive um pânico calmo, mas novamente, por dentro só eu sabia como estava.
E depois, de repente, aparecia-me uma guia local ou um motorista experiente, uma benção, calmos, que sabem tudo, já trataram de tudo, já ligaram não sei para onde para avisar, me dão um mapa bom do tal labirinto desconhecido, e brrrr.... O grande pesadelo é afinal um sonho cor de rosa.

Quando vou para o extrangeiro, volta e meia, tenho dias e econtro pessoas assim. Maravilhosas, que me deixam felizes.

E agora que estou por aqui, sinto por vezes que sou eu essa tal pessoa. É engraçado ver uma Tita à minha frente, que acha que Lisboa é um labirinto, e passou a noite a estudar o mapa. E depois dar-lhe um mapa melhor, explicar-lhe algumas coisas, dizer-lhe onde pode dar tempo livre aos clientes, resolver-lhe meia duzia de probelmas e dizer que já previ não sei quê e por isso já liguei para o restaurante.
É engraçado ver a cara dessa Tita. Acho que na altura sorria da mesma maneira... :)

terça-feira, 20 de abril de 2010

Eu tambem estou contra a greve dos trabalhadores da Galp

Vi ontem uma reportagem sobre isso no telejornal, e estou plenamente de acordo!
Ora em primeiro lugar, tao de greve, e toda a gente sabe que trabalhadores que fazem greve sao uns mandrioes, perguicosos que nao querem trabalhar e fazem parar o pais.
E depois, que lata tem eles para pedir um aumento de salarios a Galp? Ha? Logo a Galp que coitadinha nao tem lucros nenhuns, anda a vender o gasoleo ao preco da chuva...
E mais, ainda querem uma reparticao dos lucros da empresa, devidamente cortada porque em 2009 a Galp so teve 300 milhoes de € de lucro!

Ele ha gente com um descaramento...
Vai mas e trabalhar...

sexta-feira, 16 de abril de 2010

O problema e esse: nao e um filme...

"Ma qui non e cosi,
Non c'e il lieto fine,
E poi il buono perde..."

Mas aqui nao e assim,
Nao tem o final feliz,
E depois o heroi perde...

Articolo 31,
Non e un film

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Na torre de belem

Cigano a vender oculos a espanhois:
- Mira, gafas de sol, armani, gucci, prada...
- Espanhola - Armani? Mas essa aguia nao tem cabeca...
- Com sotaque cigano mas em espanhol- Pero es armani portugues!...

terça-feira, 13 de abril de 2010

#2 Artistas a conversa no museu do azulejo: Querubim Lapa

Aos 85 anos, encontrei em Querubim Lapa uma crianca que nao quer largar o seu brinquedo: a arte e a vida!

Dia Mundial do Beijo

E é importante comemorar o dia da melhor maneira, já que, como todos sabem,

um dos elementos principais das culturas é o beijo... porque através dele se conhecem muitas línguas.

Piada, acabadinha de ouvir na Universidade da Terceira Idade de Sintra... pensavam vocês que por aqui só se estudava...

sábado, 10 de abril de 2010

À minha volta, na secretária, só se vêem mapas, cadernos, diccionários, uma máquina fotográfica e guias e mais guias.
Eu que fui feita para estar na rua a falar com as pessoas estou agora todo o dia atrás do computador, a trabalhar num projecto pessoal profissional, algo que nasceu como uma pequena ideia, e que está agora a tomar cada vez mais força, e apesar de derivar exclusivamente da minha energia (e da paciência de alguns amigos) parece por vezes ganhar uma vida própria e exigir de mim um ritmo que não esperava.

É este o motivo de algum silêncio, e de visitar ainda menos quem me visita. Mas tem tado a valer a pena, entre outras coisas pelas descobertas que tenho feito dentro da "nossa" "velha" Lisboa.

Entretanto posso só dizer que modéstia à parte, e apesar de muito estar para fazer, estou muito orgulhosa do que já existe até agora! :)

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Maria Keil no Museu Nacional do Azulejo

 Uma verdadeira avózinha de 94 anos, ainda mais querida e interessante do que eu já imaginava...


Fiquei a saber que os azulejos nas estações da primeira fase do metro de Lisboa não tiveram o objectivo de criar arte em si... correu bem quase por acaso!
Keil do Amaral (arquitecto do projecto) estava para abandonar a obra, porque se recusava a assinar um projecto com paredes em cimento, já que não havia dinheiro para decoração. Lembraram-se então de cobrir as estações de azulejos, algo na altura muito baratinho e desprestigiado, que só se usava em cozinhas e casa de banho!
Foram juntos falar com o dono da Fábrica Viúva Lamego... e voilà!
Maria Keil foi a primeira mulher (artista) a ir trabalhar para uma fábrica de azulejos... e como tudo correu bem, na segunda fase das obras planearam logo forrar tudo a azulejos, porque entre outras coisas, reflectem a luz, e nos fazem esquecer que estamos num buraco... foi pelo menos a intenção desta artista.

Estações como Parque, Jardim zoológico, a antiga Rotunda, Rossio, e muitas muitas outras.


"Não sei filhos, eu fiz assim porque foi assim que me pareceu... há quem faça muito melhor, mas  mal ao azulejo acho que não fiz"

segunda-feira, 5 de abril de 2010

O meu dia de hoje foi assim:

Entre febras no carvão, muito sol e relva, houve a benção dos barcos em Constância, ao pé do Castelo de Almourol. Ruas enfeitadas com flores de papel (não resisti a roubar uma para pôr no cabelo), missa e procissão, e depois a benção dos barcos...

Eu não conhecia ninguém, mas os barcos tavam tão lindos, todos a entrar na água para formar a procissão, decorados, e as pessoas com os trajes típicos, que não resisti a pedir a dois senhores que estavam a entrar para o barco "Olhe, deculpe, posso ir consigo?"
- (Olhar admirado) Pode menina, faça favor...

E aqui fui, num avieiro a remos, com um ninho de pássaro, a apanhar solinho, e a pensar que deviamos voltar um bocadinho ao antigamente, quando as pessoas eram mais simpáticas e falavam umas às outras mesmo sem se conhecerem...

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Agora sim, percebo quem passa os dias no Facebook, no trabalho

Como todos sabem (ou adivinham) eu sou e trabalho como guia. O meu trabalho é andar de um lado para o outro, com turistas atrás, a mostrar aos estrangeiros (e a alguns portugueses também) o que de melhor há e se faz por cá. Passo os dias na rua, ou pelo menos a andar de um lado para o outro.

Como poucos sabem, ando há uns tempos a trabalhar num site profissional para mim... e a passar horas a fio em frente a um computador, a tentar dialogar com o mesmo, e a tentar que este faça o que eu lhe mando!

Ora se é verdade que o computador provavelmente me ouve tanto ou mais como me ouvem os turistas, o certo é que isto é uma seca!!!
Pobres pessoas que trabalham dias a fio em frente a um computador! Que seca!! Pode parecer um post irónico, ou no gozo, mas juro que não o é. E percebo também o porquê de passarem uma boa parte do dia no Facebook, ou similares... No fundo todos precisamos de sentir que há alguém do outro lado, e de algum contacto humano... se o pc não o dá... venham de lá os amigos "virtuais"!

Ufa, venham senhores turistas chatos e insuportáveis, o pc é silencioso demais!