Claro que, uma vez mais, deixei passar o aniversário do Blog!
7 anos... ai a despesa com os livros da escola! ;)
quinta-feira, 14 de abril de 2011
sábado, 9 de abril de 2011
Coraline e a Porta secreta
- Vem Coraline, vem para o meu mundo e olha como ele é lindo.
- Oh, ele é de facto magnífico, é tudo tão lindo. - dizia Coraline encantada em redor. Deliciada, convenceu-se de que a sua falsa mãe tinha criado um mundo verdadeiramente lindo, e trocou-o pelo seu.
Certa noite, o gato acordou Coraline e disse-lhe: "vem, vou levar-te a dar um passeio". Meio estremunhada ela aceitou e deixou-se então levar pelo gato que lhe começou a mostrar áreas que ela antes não tinha visto. Era tudo escuro, era tudo feio e partido.
- Ah, o que é isto?
- Isto não era para tu veres, por isso, a tua falsa mãe ainda não construiu.
História do "Coraline e a porta secreta" (espero que tenha dado para entender) e ilustra na perfeição o que é estar num resort no México. Tudo lindo, o que é para eu ver. O resto, eles não construiram.
- Oh, ele é de facto magnífico, é tudo tão lindo. - dizia Coraline encantada em redor. Deliciada, convenceu-se de que a sua falsa mãe tinha criado um mundo verdadeiramente lindo, e trocou-o pelo seu.
Certa noite, o gato acordou Coraline e disse-lhe: "vem, vou levar-te a dar um passeio". Meio estremunhada ela aceitou e deixou-se então levar pelo gato que lhe começou a mostrar áreas que ela antes não tinha visto. Era tudo escuro, era tudo feio e partido.
- Ah, o que é isto?
- Isto não era para tu veres, por isso, a tua falsa mãe ainda não construiu.
História do "Coraline e a porta secreta" (espero que tenha dado para entender) e ilustra na perfeição o que é estar num resort no México. Tudo lindo, o que é para eu ver. O resto, eles não construiram.
domingo, 6 de março de 2011
1 2 3 vou nascer outra vez
Quando se vê um vizinho, um primo ou um sobrinho a crescer é giro e transforma-se em todo um processo quase imperceptível e interessante.
Mas quando nos sentimos a nós próprios a crescer, nos olhamos ao espelho e já quase lá vemos outra cara, aí é estranho. E há outra pessoa para conhecer.
Mas quando nos sentimos a nós próprios a crescer, nos olhamos ao espelho e já quase lá vemos outra cara, aí é estranho. E há outra pessoa para conhecer.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Primeiro fechamos bem as portas e as janelas com medo dos assaltos. Depois pomos grades para afastar pessoas inconvenientes. A seguir até aqueles conhecidos menos interessantes nos começam a incomodar mais e por isso pomos uns cortinados bem compridos, para que não se veja nada para dentro (nem tenhamos que ver o que se passa lá por fora). Mas a dada altura não chega. E há que colocar uns estores bem fechadinhos para que nem a luz do Sol, essa galdéria que passa por toda a gente, passe por nós também.
Com tanto conforto dentro de casa, e um isolamento que não se consegue criar lá fora facilmente, deixamos de sair, claro.
Isolamo-nos tão bem que a dada altura quase desejamos que um ladrão nos invada a casa para ter alguém com quem conversar...
Abre os estores, as cortinas, tira as grades, abre as portas e as janelas e vai lá para fora gozar a luz o do Sol, como antes.
Beijinhos.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Publicidade e Aidma
Hoje em dia a publicidade vende-nos tudo e tudo o que ela vende, nós vamos atrás e compramos.
Claro que há coisas que gostávamos de poder comprar e não compramos, mas a maioria dessas coisas é colocada pelo nosso cérebro numa caixinha chamada "inatingível", que serve justamente para esse tipo de coisas não incomodar nem chatear.
Só há uma (talvez duas) que eles nos vendem e não se compram. Provavelmente a maioria está a pensar na felicidade, mas eu refiro-me mesmo aos amigos (como se uma coisa existisse sem a outra).
Em certos produtos o objecto da venda (ou pelo menos o desejo de quem compra) é mesmo esse, mas se nos habituámos a ir a correr comprar tudo o que nos vendem, nesse não podemos e é daí que vem a frustração.
Aqueles grupos de amigos gigantescos, super divertidos a sair juntos, fazer coisas na praia, que se amam e se divertem imenso... vamos ser realistas, quantos de nós é que os têm? Acho que é uma das lutas mais duras e complicadas, uma das coisas mais difíceis de se conseguir: a vida pessoal.
Por ser um processo que requer tanta manutenção e leva tempo a construir a sociedade acabou por colocá-lo de parte, como se fosse uma coisa boa mas que se não se tiver, não faz mal. E começou a dar mais valor à vida profissional. Essa sim, tem de ser brilhante e a sua importância é inquestionável. Fica tão bem ganhar-se bem, fica tão bem ter amigos do trabalho, fica tão bem dizer-se "estou cheia de trabalho, tive de ficar a trabalhar até tarde" (embora por sua vez fique mal pedir ao patrão que pague as horas extra, que isso é coisa de operário).
Começo a perceber que quando falam do trabalho, se for um emprego de nome ou de salário pomposo as pessoas falam não para se queixar, mas para se vangloriar. E descobri porque é que alguém se torna workaholic e não é pelo dinheiro. É que quando uma única coisa nos corre bem na vida é bem mais fácil refugiarmo-nos nela do que sair do conforto e ir lá para fora sujeitarmo-nos a apanhar porrada. Ainda por cima a sociedade acha que fica bem. E o chefe fez um elogio. E porque sim. Pronto.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Right now
Uma coisa é pensar no assunto e ver que aquela é a melhor opção. Que faz todo o sentido, que há que o fazer e decidir o quê e quando se fará. Ainda que num futúro próximo, é fácil
Outra coisa, e bem mais difícil, é fazê-lo neste momento. Sair de casa para o fazer, pisar a soleira indo nessa direcção e concretizando tudo. Isso é que é difícil. Há motivos, desculpas, medos e receios que se refugiam em pequenas coisas reais, que quase chegam para nos enganar a nós próprios, por vezes até num simples e falso "não tive tempo".
Mas há uma altura em que chega e em que tudo isso tem um sabor a vazio e usado. É por isso que este post vai ficar incompleto, porque eu vou beber o resto do café, vestir o casaco, pegar nas chaves, fechar a porta e sair de casa para o fazer. Neste momento, sem adiar nem olhar para trás
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Nunca conheci casal mais diferente do que os meus pais. Se um dizia direita, o outro tinha a certeza absoluta que era esquerda, se um dizia que ainda era cedo, o outro estava em pânico porque não queria chegar atrasaso, e os exemplos podiam continuar por aí fora. Nem discutiam muito, porque a minha mãe se calava, mas a coisa sempre me divertiu e podia-me pendurar para um lado ou para o outro, conforme me convinha. Dava jeito.
Certa vez, tinha 5 ou 6 anos e constipei-me. Lembro-me vagamente da história, de que a gripe não queria e não queria passar. Claro que eles também discordavam nisto: a minha mãe queria-me levar ao hospital e o meu pai, no ar descontraído que sempre o acompanhou, defendia que não valia a pena, que a gripe passava sózinha. Na altura a minha mãe ainda não tinha carta e por isso, para me levar ao médico tinha de o convencer primeiro...
Desta parte lembro-me como se fosse hoje: era segunda feira, tinhamos jantado batatas fritas com salsichas e ovo estrelado (a vantagem de estar doente é que podia escolher o menu e na altura este era o meu prato preferido), eu estava sentada no sofá a ver televisão (criança mais feliz é dificil imaginar) e a discução deles continuava "ela jantou tão bem, já tá quase boa...." -"oh marido...." não me lembro do resto da frase, mas sei que fomos ao hospital. O velho hospital de Sintra, com aqueles azueljos brancos e montes de cartazes de doenças na sala de espera. E lembro-me do olhar lancinante da minha mãe, contra o meu pai, com aqueles azulejos de fundo, quando o médico sai cá para a fora e diz "a menina tem uma broncopneumonia, ainda bem que a trouxeram cá hoje, amanhã podia já ser tarde".
Sentada no banco de trás da Peugeot 504, eu estava feliz: tinha jantado batatas fritas com salsichas e ainda por cima tinhamos ido passear de carro à noite. Não entendia o silêncio entre os meus pais, nem o olhar furioso da minha mãe.
Lembro-me de tudo isto como se fosse hoje.
E porquê que estou a contar isto?
Como toda a gente diz, eu saí ao meu pai. E pela segunda vez decidi não ir ao médico no início de uma doença simples para ir ao médico 1semana depois e acabar a tomar doses cavalares de medicamentos e antibióticos.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Voto em branco - atenção!
Os mitos e dúvidas sobre o valor do voto em branco persistem. Por favor, circulem o comunicado da CNE, mais claro não podia ser:
Se quiserem influenciar o resultado das eleições, terão mesmo de votar num candidato.
Disponível no site em http://www.cne.pt/dl/ Notaoficiosa_Votosbrancos_ PR2011.pdf
Disponível no site em http://www.cne.pt/dl/
sábado, 15 de janeiro de 2011
Eleições
Pessoalmente não gosto que me humilhem. Nem a mim, nem à minha inteligência, por muito parca que seja.
Sei que nenhum dos candidatos é um santinho, bonzinho, nem tem uma cura milagrosa para o estado do país, mas Cavaco Silva está sem dúvida nenhuma a gozar com a nossa cara!
Como é que alguém que foi ministro das Finanças durante 2anos, Primeiro Ministro durante 10 anos e Presidente da República durante 5 anos vem agora dizer que os sacrifícios estão mal distribuídos, que se for eleito vai fazer tudo para tirar Portugal da situação actual e por aí fora....
Desculpa? Então e estes anos todos, serviram para quê? Para andar a passear? Para a Cavaca encher o palácio de Belém de naperons e bibelots de mau gosto?
Alguém cujos amiguinhos se encheram de dinheiro à custa de instituições como o BPN não pode vir falar aos pobrezinhos, nem dar como esmolinha os restos dos restaurantes.
Alguém que cria as propinas e manda a Polícia de Choque dar porrada aos estudantes não pode apelar ao voto dos jovens.
Alguém.... podia continuar a fazer listagens, não me estivesse a conversa a meter nojo!
Cavaco Silva e o dia da raça. Chamar-lhe gaffe é ser ingénuo.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Be better
Quando andava na escola detestava o primeiro dia de aulas. Tinha sempre crises de ansiedade e não suportava as apresentções fofinhas que os professores faziam de si, muito amiguinhos e gentis, quando se via à milha que se iriam transformar ao longo do ano.
Outro motivo da ansiedade, acho agora, eram os cadernos. Ver aquelas páginas direitinhas, lisinhas, limpas e bonitas (adoro o contraste do branco com as linhas azuis dos cadernos da âmbar) era como ver um desafio, e uma nova oportunidade de começar de novo e de fazer melhor.
Um caderno é uma coisa pequena, eu sei, e a crise também não ia por ali além... geralmente durava duas ou três aulas até ter a coisa toda torta, ao fim de um mês já me esquecia que o caderno um dia tinha sido novo. O problema é quando se tratam de coisas maiores. E se começa do zero, tudo em branco, todas as oportunidades, todos os desafios, algo que se alimenta só de mim e que pode tomar todas as direcções, todas as formas e está só na minha mão... isso sim é um desafio. Chega a dar medo. Chega a dar adrenalina. Chega a dar tudo, inclusivé vontade de correr para o colo da minha mãe... que não percebe nada do assunto portanto também não vai poder ajudar, lolol
E tem mesmo é de dar energia. Para fazer bem, fazer o que eu quero e nunca me esquecer que vou poder sempre mudar e levar até onde eu quero. É essa a questão: nunca me esquecer que aquilo é para ser o que eu quero. Que tenho de olhar todos os dias e todos os dias sentir que é aquilo. Que quando não for, tenho de mudar.
A não esquecer: tenho de acordar e todos os dias olhar com um sorriso. Está nas minhas mãos. Não me posso esquecer.
Outro motivo da ansiedade, acho agora, eram os cadernos. Ver aquelas páginas direitinhas, lisinhas, limpas e bonitas (adoro o contraste do branco com as linhas azuis dos cadernos da âmbar) era como ver um desafio, e uma nova oportunidade de começar de novo e de fazer melhor.
Um caderno é uma coisa pequena, eu sei, e a crise também não ia por ali além... geralmente durava duas ou três aulas até ter a coisa toda torta, ao fim de um mês já me esquecia que o caderno um dia tinha sido novo. O problema é quando se tratam de coisas maiores. E se começa do zero, tudo em branco, todas as oportunidades, todos os desafios, algo que se alimenta só de mim e que pode tomar todas as direcções, todas as formas e está só na minha mão... isso sim é um desafio. Chega a dar medo. Chega a dar adrenalina. Chega a dar tudo, inclusivé vontade de correr para o colo da minha mãe... que não percebe nada do assunto portanto também não vai poder ajudar, lolol
E tem mesmo é de dar energia. Para fazer bem, fazer o que eu quero e nunca me esquecer que vou poder sempre mudar e levar até onde eu quero. É essa a questão: nunca me esquecer que aquilo é para ser o que eu quero. Que tenho de olhar todos os dias e todos os dias sentir que é aquilo. Que quando não for, tenho de mudar.
A não esquecer: tenho de acordar e todos os dias olhar com um sorriso. Está nas minhas mãos. Não me posso esquecer.
domingo, 2 de janeiro de 2011
Vão à fava!
Concordo com a algumas medidas de Higiene e Segurança Alimentar, sou completamente a favor da nova lei do tabaco mas há uma coisa que eu não percebo...
Porra, porque é que não podemos ter a fava e o brinde no bolo rei????
Se já nos tiraram a colher de pau, os cartuchos das castanhas em lista telefónica e até o dinheiro para as prendas de Natal, deixem-nos pelo menos ficar o brinde e um bocadinho de tradição!
Porra, porque é que não podemos ter a fava e o brinde no bolo rei????
Se já nos tiraram a colher de pau, os cartuchos das castanhas em lista telefónica e até o dinheiro para as prendas de Natal, deixem-nos pelo menos ficar o brinde e um bocadinho de tradição!
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Intermitências da morte
Sempre achei que devíamos ser avisados antes de morrer. Não para resolver todos os assuntos pendentes ou tratar da herança, mas sim para nos despedirmos das pessoas.
Os funerais e velórios deviam ser então, em vez de um momento de choro flores e tédio perante um morto, um momento de despedida em que dizíamos tudo, dávamos um abraço e dizíamos "obrigada pela boleia", "gostei de te conhecer", "obrigada por teres sido quem foste".
Acho que a morte seria então encarada com mais naturalidade, talvez mais saudade, mas pelo menos ninguém mais ficaria com tudo aquilo engasgado na garganta: o agradecimento que não pode fazer, a confissão que vai ter de guardar e o silêncio que o separa da pessoa que morreu. Creio que é isso que nos faz sentir tão desconfortáveis num velório: ficamos estupefactos e calados perante alguém a quem temos tanta coisa para dizer, numa ilusão de que ainda há tempo porque o corpo ainda está ali, mas já é tarde de mais.
Na eminência, vou visitá-la esta tarde, dar-lhe um beijinho e fazê-la sentir que gostei de a conhecer. Era isto que devíamos poder fazer sempre.
Os funerais e velórios deviam ser então, em vez de um momento de choro flores e tédio perante um morto, um momento de despedida em que dizíamos tudo, dávamos um abraço e dizíamos "obrigada pela boleia", "gostei de te conhecer", "obrigada por teres sido quem foste".
Acho que a morte seria então encarada com mais naturalidade, talvez mais saudade, mas pelo menos ninguém mais ficaria com tudo aquilo engasgado na garganta: o agradecimento que não pode fazer, a confissão que vai ter de guardar e o silêncio que o separa da pessoa que morreu. Creio que é isso que nos faz sentir tão desconfortáveis num velório: ficamos estupefactos e calados perante alguém a quem temos tanta coisa para dizer, numa ilusão de que ainda há tempo porque o corpo ainda está ali, mas já é tarde de mais.
Na eminência, vou visitá-la esta tarde, dar-lhe um beijinho e fazê-la sentir que gostei de a conhecer. Era isto que devíamos poder fazer sempre.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Porto e Marés Bibas
Pois é, tenho andado bem por longe.
Fui até ao Porto para um festival, pouco convicta embora cheia de vontade, e percebi que já estava em fase de Burn out. Por vezes estamos tão enterrados quem nem damos conta de quão lá pelo fundo andamos...
E a malta do Norte, os festivais e os morangões ajudaram-me a perceber isso!
Foi diferente daquilo que esperava (embora também não saiba bem do que estava à espera), mas foi muito bom, quase doce, com amigos novos, uma vida nova, literalmente, nasceu um pequeno Miguel que me reteve no Porto mais uns dias, um novo amor (não meu) e uma vontade enorme de me mudar para a terra dos finos e das francesinhas....
Fui até ao Porto para um festival, pouco convicta embora cheia de vontade, e percebi que já estava em fase de Burn out. Por vezes estamos tão enterrados quem nem damos conta de quão lá pelo fundo andamos...
E a malta do Norte, os festivais e os morangões ajudaram-me a perceber isso!
Foi diferente daquilo que esperava (embora também não saiba bem do que estava à espera), mas foi muito bom, quase doce, com amigos novos, uma vida nova, literalmente, nasceu um pequeno Miguel que me reteve no Porto mais uns dias, um novo amor (não meu) e uma vontade enorme de me mudar para a terra dos finos e das francesinhas....
sexta-feira, 9 de julho de 2010
A saudade e a dieta
Tirado daqui
A saudade é um sentimento curioso. É, provavelmente, dos sentimentos mais urgentes que existem. Acho que todas as canções e poemas sobre saudade devem ter sido escritos nos primeiros dias da partida do ser amado.
Porque, convenhamos, saudade - essa palavra que só existe no nosso idioma - se esgota ao fim de um tempo. Essa dor tamanha, que parece que não vai passar nunca, também passa. E aí a gente passa só a sentir falta, quando lembra, de vez em quando. Por fim, a gente se acostuma com a ausência, que se torna presença constante. E vira lembrança. Às vezes doce, às vezes agri-doce.
É que nem fazer dieta. A gente pena nos primeiros tempos para se habituar a viver sem aquilo que (parece que) faz tanta falta. Depois se habitua à saladinha light, grelhados e só escorrega no açúcar vez por outra porque ninguém é de ferro.
Afinal, e todo nutricionista que se preze sabe disso, o segredo de uma vida amorosa saudável é evitar comer frituras e tudo o mais que faça mal ao coração.
Saudade, só se for do tempo antes de precisar de fazer dieta... há quase um ano, antes de ter torcido o pé. Mas estou mesmo de dieta e cortei a 100% no açucar, eis a explicação para alguns posts mais amargos! ;)
A saudade é um sentimento curioso. É, provavelmente, dos sentimentos mais urgentes que existem. Acho que todas as canções e poemas sobre saudade devem ter sido escritos nos primeiros dias da partida do ser amado.
Porque, convenhamos, saudade - essa palavra que só existe no nosso idioma - se esgota ao fim de um tempo. Essa dor tamanha, que parece que não vai passar nunca, também passa. E aí a gente passa só a sentir falta, quando lembra, de vez em quando. Por fim, a gente se acostuma com a ausência, que se torna presença constante. E vira lembrança. Às vezes doce, às vezes agri-doce.
É que nem fazer dieta. A gente pena nos primeiros tempos para se habituar a viver sem aquilo que (parece que) faz tanta falta. Depois se habitua à saladinha light, grelhados e só escorrega no açúcar vez por outra porque ninguém é de ferro.
Afinal, e todo nutricionista que se preze sabe disso, o segredo de uma vida amorosa saudável é evitar comer frituras e tudo o mais que faça mal ao coração.
Saudade, só se for do tempo antes de precisar de fazer dieta... há quase um ano, antes de ter torcido o pé. Mas estou mesmo de dieta e cortei a 100% no açucar, eis a explicação para alguns posts mais amargos! ;)
sexta-feira, 2 de julho de 2010
1 de Julho
Hoje é oficialmente o dia mais difícil do ano, acho que se pode mesmo chamar assim.
Os impostos sobem, os preços tambem e o irs acompanha-os, pelo que os salários acabam por descer duplamente.
Lembro-me perfeitamente de ter estudado uma situação idêntica no 11º. Li aquilo no livro, a professora explicou e voltou a explicar e ainda me consigo lembrar uma por uma das palavras que ela usou, porque essa situação me chocou.
Hoje vejo-a acontecer, e em vez de horrorizada sinto-me principalmente apática, tal como mais 10,5 milhões de pessoas.
Estava curiosa por ver o dia de hoje chegar sem o efeito analgésico do futebol e do mundial. Se ainda lá estivéssemos teria dado a culpa da apatia ao jogo contra não sei quem, ao Ronaldo e ao Queiroz, mas hoje foi também o dia em que a Selecção voltou a casa de casa com ar abatido (até essa), de quem falhou a vida.
Assim, sem nem um futebol que permita a abstracção da vida real, não entendo o silêncio das pessoas, das ruas, do consentido "é assim".
Não escrevo para dizer que a vida é dura e por isso devemos ficar em casa a chorar, lavar dali as mãos (de água fria porque o gás também aumentou). Escrevo pelo contrário para dizer que se é dificil, temos nós de fazer algo para que se torne mais fácil.
Houve tempos em que as pessoas não podiam gritar, e fizeram-no. Hoje podemos, mas não queremos. Porque apesar de podermos, convenceram-nos de que "fica mal" e que a dignidade é aquilo que os outros pensam de nós.
Vamos continuar a enterrar a cabeça na areia até quando? Até nos roubarem a própria areia? Já faltou mais!
Os impostos sobem, os preços tambem e o irs acompanha-os, pelo que os salários acabam por descer duplamente.
Lembro-me perfeitamente de ter estudado uma situação idêntica no 11º. Li aquilo no livro, a professora explicou e voltou a explicar e ainda me consigo lembrar uma por uma das palavras que ela usou, porque essa situação me chocou.
Hoje vejo-a acontecer, e em vez de horrorizada sinto-me principalmente apática, tal como mais 10,5 milhões de pessoas.
Estava curiosa por ver o dia de hoje chegar sem o efeito analgésico do futebol e do mundial. Se ainda lá estivéssemos teria dado a culpa da apatia ao jogo contra não sei quem, ao Ronaldo e ao Queiroz, mas hoje foi também o dia em que a Selecção voltou a casa de casa com ar abatido (até essa), de quem falhou a vida.
Assim, sem nem um futebol que permita a abstracção da vida real, não entendo o silêncio das pessoas, das ruas, do consentido "é assim".
Não escrevo para dizer que a vida é dura e por isso devemos ficar em casa a chorar, lavar dali as mãos (de água fria porque o gás também aumentou). Escrevo pelo contrário para dizer que se é dificil, temos nós de fazer algo para que se torne mais fácil.
Houve tempos em que as pessoas não podiam gritar, e fizeram-no. Hoje podemos, mas não queremos. Porque apesar de podermos, convenceram-nos de que "fica mal" e que a dignidade é aquilo que os outros pensam de nós.
Vamos continuar a enterrar a cabeça na areia até quando? Até nos roubarem a própria areia? Já faltou mais!
terça-feira, 29 de junho de 2010
Viva o Futebol
"Portugal está embalado no berço do Mundial de Futebol. Dorme sobre uma crise gravíssima patrocinada por governantes rosas e laranjas. Descem os salários, aumentam os impostos, o desemprego sobe, as SCUTS pagam-se, a pobreza aumenta e a riqueza de alguns triplica.
Mas que importa se o Ronaldo está bem. Salazar tinha a tourada e o Eusébio. Agora temos o Ronaldo e uma vida toureada."
Tirado daqui.
Haja alguém que me entende.
Mas que importa se o Ronaldo está bem. Salazar tinha a tourada e o Eusébio. Agora temos o Ronaldo e uma vida toureada."
Tirado daqui.
Haja alguém que me entende.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Greves
Como sabem, sempre fui uma particular fã de greves, manifestações e outras formas de luta.
Sempre fui acusada de gostar das mesmas porque não me atrapalham a vida, não me afectam, e porque "os grevistas e manifestantes são uma cambada de perguiçosos que não querem nem deixam os outros trabalhar".
Nunca me tinham convencido muito com esse argumento, mas realmente, as ditas greves nunca me tinham afectado grande coisa... até anteontem, dia 15.
Greve da CP, não se previa a circulação de comboios na linha e eu tinha de estar em Lisboa às 10 horas.
Tive de me levantar 1hora mais cedo, ir de carro para Lisboa no pára-arranca, pagar um dia inteiro de estacionamento no aeroporto e voltar para casa no pára-arranca outra vez, a queimar gasóleo desalmadamente.
O que é que eu acho agora?
Força pessoal da CP, e os outros que lhes sigam o exemplo e parem de se lamentar sentadinhos no sofá!
Sempre fui acusada de gostar das mesmas porque não me atrapalham a vida, não me afectam, e porque "os grevistas e manifestantes são uma cambada de perguiçosos que não querem nem deixam os outros trabalhar".
Nunca me tinham convencido muito com esse argumento, mas realmente, as ditas greves nunca me tinham afectado grande coisa... até anteontem, dia 15.
Greve da CP, não se previa a circulação de comboios na linha e eu tinha de estar em Lisboa às 10 horas.
Tive de me levantar 1hora mais cedo, ir de carro para Lisboa no pára-arranca, pagar um dia inteiro de estacionamento no aeroporto e voltar para casa no pára-arranca outra vez, a queimar gasóleo desalmadamente.
O que é que eu acho agora?
Força pessoal da CP, e os outros que lhes sigam o exemplo e parem de se lamentar sentadinhos no sofá!
Saramago
Quase posso repetir o post que escrevi sobre João Aguiar....
Mas neste, o que mais me lixa é saber que houve gente que ficou contente, mais ou menos as mesmas pessoas que estiveram hoje nas notícias a lamentar a perda "deste grande homem".
E essa história de querer trazer para cá o corpo quase me parece um querer vangloriar, e para muita gente, certificar "ele está mesmo morto, está ali o corpo!".
Hoje ficámos todos mais ignorantes.
Mas neste, o que mais me lixa é saber que houve gente que ficou contente, mais ou menos as mesmas pessoas que estiveram hoje nas notícias a lamentar a perda "deste grande homem".
E essa história de querer trazer para cá o corpo quase me parece um querer vangloriar, e para muita gente, certificar "ele está mesmo morto, está ali o corpo!".
Hoje ficámos todos mais ignorantes.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
há 25 anos a brincar com o destino
(que título tão pretensioso, lol)
Já há uns anos que sabia que ia ser canonizada, só não sabia bem por que religião, mas com tanta ida a Fátima, viagens com padres e freiras, aulas a pastores evangélicos, idas a Fátima para ver o Papa... o meu cantinho no céu está garantido!
E ligaram-me há pouco tempo, de uma agência nova, a pedir para eu fazer um tour de Fátima... justamente no meu dia de anos.
M**** pensei. A virgem vai-me aparecer... e já estava a ver o meu próprio epitáfio:
"Tita levou uma vida de pecado até ao dia do seu 25º aniversário, quando contra sua vontade foi a Fátima e NSrª lhe apareceu, convertendo-a ao catolicismo".
A verdade é que sofri bastante por antecipação, e já estava a dar o caso como perdido quando pensei: "Pera lá, mas a gaja acha que chega assim e manda em mim? Oh amiga, aguenta aí os cavalinhos!"
E convenci os clientes a mudar de tour! :)
Em vez de Fátima, Sintra! Marisco e vinho verde, os clientes apanharam uma piela e de repente tudo se tornou amazing! Very typical, wow!
Se a gaja quer que eu veja coisas, ela que me dê a tal ervinha!
E parabéns a mim própria, um quarto de século é muita coisa!
Já há uns anos que sabia que ia ser canonizada, só não sabia bem por que religião, mas com tanta ida a Fátima, viagens com padres e freiras, aulas a pastores evangélicos, idas a Fátima para ver o Papa... o meu cantinho no céu está garantido!
E ligaram-me há pouco tempo, de uma agência nova, a pedir para eu fazer um tour de Fátima... justamente no meu dia de anos.
M**** pensei. A virgem vai-me aparecer... e já estava a ver o meu próprio epitáfio:
"Tita levou uma vida de pecado até ao dia do seu 25º aniversário, quando contra sua vontade foi a Fátima e NSrª lhe apareceu, convertendo-a ao catolicismo".
A verdade é que sofri bastante por antecipação, e já estava a dar o caso como perdido quando pensei: "Pera lá, mas a gaja acha que chega assim e manda em mim? Oh amiga, aguenta aí os cavalinhos!"
E convenci os clientes a mudar de tour! :)
Em vez de Fátima, Sintra! Marisco e vinho verde, os clientes apanharam uma piela e de repente tudo se tornou amazing! Very typical, wow!
Se a gaja quer que eu veja coisas, ela que me dê a tal ervinha!
E parabéns a mim própria, um quarto de século é muita coisa!
sábado, 5 de junho de 2010
A voz dos deuses
Morreu João Aguiar.
E infelizmente este parece ser o incontornável destino dos bons.
E infelizmente este parece ser o incontornável destino dos bons.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Dia da crianca
Estranharam de certeza o meu silencio no dia da crianca, ja que quem me conhece pessoalmente sabe que em vez de mandar sms no Natal,mando sempre do dia da crianca!
Mas este ano passei o dia a brincar com(o) uma verdadeira crianca, a comer bolo de chocolate, e a jogar a bola, descalca na relva...
Tao bom! :)))
Assim, aqui fica um atrasado feliz dia da crianca para todas as criancas que ficaram escondidas por dentro dessas fachadas de adulto!
Beijinhos *
Mas este ano passei o dia a brincar com(o) uma verdadeira crianca, a comer bolo de chocolate, e a jogar a bola, descalca na relva...
Tao bom! :)))
Assim, aqui fica um atrasado feliz dia da crianca para todas as criancas que ficaram escondidas por dentro dessas fachadas de adulto!
Beijinhos *
sexta-feira, 21 de maio de 2010
quinta-feira, 20 de maio de 2010
On the road
Nada como um grupo de brasileiros para me fazerem ter saudades dos insuportaveis Madeirenses!!!
terça-feira, 18 de maio de 2010
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Live from Fatima...
#15h - de volta a Lisboa. Tudo ok, esperei pior! :) Mas estou zangada convosco! Nem um comentário??? Eu escrevi este post todo porque queria companhia.... :(
#12.30h - Ja tou santa que chegue. Vamos embora! Se ha bocado os padres rezaram missa, aposto que agora ainda organizam 1procissao!
#12h - Vi o papa! Quer dizer, olhei la para o alto, e estavam la umas quantas pessoas de branco... Aposto que ele andava la pelo meio!!!
Ha que dizer tambem que foi o 13 de Maio mais calmo e vazio que alguma vez vi!
#10.30 - Sentadinha num cafe, com o portatil e phones nos ouvidos. Nao ha e net :s
Papa fala na tv... E devia ir fazer 1curso de teatro!
#9h - Chove desalmadamente. Era um bom dia para a virgem repetir o truque de 1917, quando choveu durante 1aparicao e no fim tada toda a gente enxuta!
#8h - Entrada em Fatima. Nao vi as centenas de autocarros esperados, nem as estradas cortadas ou filas para entrar em Fatima. Tudo normal. So havia carros estacionados na berma do acesso a A1. Por ali 1policia a multar aquela gente e resolvia-se logo o problema do defice! ;)
#7h - Tita sofre estoicamente com 2padres que rezam a missa no autocarro. Sao justamente daqueles que tem a mania d cantar as oracoes, e que ainda nao perceberam que ao microfone nao e preciso gritar!
#12.30h - Ja tou santa que chegue. Vamos embora! Se ha bocado os padres rezaram missa, aposto que agora ainda organizam 1procissao!
#12h - Vi o papa! Quer dizer, olhei la para o alto, e estavam la umas quantas pessoas de branco... Aposto que ele andava la pelo meio!!!
Ha que dizer tambem que foi o 13 de Maio mais calmo e vazio que alguma vez vi!
#10.30 - Sentadinha num cafe, com o portatil e phones nos ouvidos. Nao ha e net :s
Papa fala na tv... E devia ir fazer 1curso de teatro!
#9h - Chove desalmadamente. Era um bom dia para a virgem repetir o truque de 1917, quando choveu durante 1aparicao e no fim tada toda a gente enxuta!
#8h - Entrada em Fatima. Nao vi as centenas de autocarros esperados, nem as estradas cortadas ou filas para entrar em Fatima. Tudo normal. So havia carros estacionados na berma do acesso a A1. Por ali 1policia a multar aquela gente e resolvia-se logo o problema do defice! ;)
#7h - Tita sofre estoicamente com 2padres que rezam a missa no autocarro. Sao justamente daqueles que tem a mania d cantar as oracoes, e que ainda nao perceberam que ao microfone nao e preciso gritar!
Mas voces achavam mesmo que o papa vinha ca, e eu me conseguia escapar de ir a Fatima???
Eu achava que sim, mas a Abreu achou que nao! 30italianos para ir ver o papa a Fatima... Expliquem-me esta, que eu juro que nao percebo!
Aposto que o pedido veio directamente do vaticano, ou algo assim...
E a inspiracao divina deu-me 1novo slogan para a Sumol: "um dia vais-te levantar a hora a que costumas acordar!"
E mais um argumento para aqueles que sao contra a visita do papa: "e obrigou a Tita a acordar as 4.30 da manha!!!"
(P q p o P!)
Aposto que o pedido veio directamente do vaticano, ou algo assim...
E a inspiracao divina deu-me 1novo slogan para a Sumol: "um dia vais-te levantar a hora a que costumas acordar!"
E mais um argumento para aqueles que sao contra a visita do papa: "e obrigou a Tita a acordar as 4.30 da manha!!!"
(P q p o P!)
Mais se informa que as 5h da manha, de casa ate a estacao de comboio (caminho que normalmente faco no para-arranca) me cruzei com 9 carros.
Na estacao de comboio estavam 16 pessoas, a quem disse bom-dia uma por uma... E uma por uma nao me responderam!
Azar, hoje acordei a cantar o "avanti popolo, alla riscorsa, bandiera rossa, bandiera rossa...) Tendo em conta que vou para Fatima, o dia promete! ;)
Na estacao de comboio estavam 16 pessoas, a quem disse bom-dia uma por uma... E uma por uma nao me responderam!
Azar, hoje acordei a cantar o "avanti popolo, alla riscorsa, bandiera rossa, bandiera rossa...) Tendo em conta que vou para Fatima, o dia promete! ;)
quarta-feira, 12 de maio de 2010
o dia comecou mal...
De manha, a trabalhar em belem, foi por pouco que nao me cruzei com o papa.
Ia eu para almocar, quando quase esbarrei com a Ferreira Leite, e ja depois do almoco, ia beber cafe quando dei de caras com o Vitalino Canas (o fdp do trabalho temporario)!
Realmente, ele ha dias em que de manha uma pessoa a tarde nao pode sair a noite!
Ia eu para almocar, quando quase esbarrei com a Ferreira Leite, e ja depois do almoco, ia beber cafe quando dei de caras com o Vitalino Canas (o fdp do trabalho temporario)!
Realmente, ele ha dias em que de manha uma pessoa a tarde nao pode sair a noite!
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