quinta-feira, 6 de maio de 2010

À portuguesa

Estica daqui, encolhe dali, empurra acolà, de repente aparece algo que sempre ajuda a dar uma endireitadela...
Vem depois algo que manda tudo a baixo, e à última, no momento em que já se ia a desistir, o telefone toca dali e alguém nos salva daqui...

Sempre neste jogo, na corda bamba, do ai e tal, não se sabe bem como e uma pessoa lá se vai safando...

É incrivel como a minha vida segue exactamente o mesmo rumo, ritmo e jogo do país*.

À portuguesa, concerteza.

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* Só que eu tenho a decência de não me pôr a construir aeroportos, pontes e tgvs para arruinar ainda mais a coisa!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

25 de Abril sempre

Ok, talvez o titulo nao seja o mais original...

Seguindo varias tradicoes, passei a noite de 24 no arraial no Carmo, e o 25 no desfile da Avenida, entre cravos vermelhos e a familia. Foi um bom 25 de Abril. Ao meu lado uma crianca dizia a mae que ainda nao queria ir embora, queria ver mais uma revolucao... E as tantas comecou a cantar a musica do cravo "Olh'o cravo, quem quer cravo".
Nao sei o porque de ter falado da menina aqui, mas enfim, talvez seja so uma esperanca de que as pessoas nao se esquecam, que se continue a gritar na avenida, e apesar de ja termos perdido bem caladinhos quase todas as conquistas de Abril, o continuemos a comemorar. Comemorar Homens que ha 36 anos tiveram mais coragem e menos medo do que temos nos hoje em dia.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Lembro-me de quando comecei a trabalhar como guia, e como Correio de Turismo do pânico que certas cidades me davam.
Escondia-o bem dos clientes, mas só eu sabia os nervos, a ansiedade, quase pânico que sentia na véspera, fechada no meu quarto de hotel, a estudar os mapas pela milionésima vez, a ler as informações que tinha preparado, e a ligar a colegas a fazer perguntas. Tudo era inútil, e essas cidades onde teria de ir no dia seguinte só me pareciam labirintos confusos, daqueles sempre em movimento, em que era impossível não me perder.
Quando na manhã seguinte alguém me ligava, e havia alterações de planos ou inmprevistos... era o pânico. Sempre tive um pânico calmo, mas novamente, por dentro só eu sabia como estava.
E depois, de repente, aparecia-me uma guia local ou um motorista experiente, uma benção, calmos, que sabem tudo, já trataram de tudo, já ligaram não sei para onde para avisar, me dão um mapa bom do tal labirinto desconhecido, e brrrr.... O grande pesadelo é afinal um sonho cor de rosa.

Quando vou para o extrangeiro, volta e meia, tenho dias e econtro pessoas assim. Maravilhosas, que me deixam felizes.

E agora que estou por aqui, sinto por vezes que sou eu essa tal pessoa. É engraçado ver uma Tita à minha frente, que acha que Lisboa é um labirinto, e passou a noite a estudar o mapa. E depois dar-lhe um mapa melhor, explicar-lhe algumas coisas, dizer-lhe onde pode dar tempo livre aos clientes, resolver-lhe meia duzia de probelmas e dizer que já previ não sei quê e por isso já liguei para o restaurante.
É engraçado ver a cara dessa Tita. Acho que na altura sorria da mesma maneira... :)

terça-feira, 20 de abril de 2010

Eu tambem estou contra a greve dos trabalhadores da Galp

Vi ontem uma reportagem sobre isso no telejornal, e estou plenamente de acordo!
Ora em primeiro lugar, tao de greve, e toda a gente sabe que trabalhadores que fazem greve sao uns mandrioes, perguicosos que nao querem trabalhar e fazem parar o pais.
E depois, que lata tem eles para pedir um aumento de salarios a Galp? Ha? Logo a Galp que coitadinha nao tem lucros nenhuns, anda a vender o gasoleo ao preco da chuva...
E mais, ainda querem uma reparticao dos lucros da empresa, devidamente cortada porque em 2009 a Galp so teve 300 milhoes de € de lucro!

Ele ha gente com um descaramento...
Vai mas e trabalhar...

sexta-feira, 16 de abril de 2010

O problema e esse: nao e um filme...

"Ma qui non e cosi,
Non c'e il lieto fine,
E poi il buono perde..."

Mas aqui nao e assim,
Nao tem o final feliz,
E depois o heroi perde...

Articolo 31,
Non e un film

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Na torre de belem

Cigano a vender oculos a espanhois:
- Mira, gafas de sol, armani, gucci, prada...
- Espanhola - Armani? Mas essa aguia nao tem cabeca...
- Com sotaque cigano mas em espanhol- Pero es armani portugues!...

terça-feira, 13 de abril de 2010

#2 Artistas a conversa no museu do azulejo: Querubim Lapa

Aos 85 anos, encontrei em Querubim Lapa uma crianca que nao quer largar o seu brinquedo: a arte e a vida!

Dia Mundial do Beijo

E é importante comemorar o dia da melhor maneira, já que, como todos sabem,

um dos elementos principais das culturas é o beijo... porque através dele se conhecem muitas línguas.

Piada, acabadinha de ouvir na Universidade da Terceira Idade de Sintra... pensavam vocês que por aqui só se estudava...

sábado, 10 de abril de 2010

À minha volta, na secretária, só se vêem mapas, cadernos, diccionários, uma máquina fotográfica e guias e mais guias.
Eu que fui feita para estar na rua a falar com as pessoas estou agora todo o dia atrás do computador, a trabalhar num projecto pessoal profissional, algo que nasceu como uma pequena ideia, e que está agora a tomar cada vez mais força, e apesar de derivar exclusivamente da minha energia (e da paciência de alguns amigos) parece por vezes ganhar uma vida própria e exigir de mim um ritmo que não esperava.

É este o motivo de algum silêncio, e de visitar ainda menos quem me visita. Mas tem tado a valer a pena, entre outras coisas pelas descobertas que tenho feito dentro da "nossa" "velha" Lisboa.

Entretanto posso só dizer que modéstia à parte, e apesar de muito estar para fazer, estou muito orgulhosa do que já existe até agora! :)

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Maria Keil no Museu Nacional do Azulejo

 Uma verdadeira avózinha de 94 anos, ainda mais querida e interessante do que eu já imaginava...


Fiquei a saber que os azulejos nas estações da primeira fase do metro de Lisboa não tiveram o objectivo de criar arte em si... correu bem quase por acaso!
Keil do Amaral (arquitecto do projecto) estava para abandonar a obra, porque se recusava a assinar um projecto com paredes em cimento, já que não havia dinheiro para decoração. Lembraram-se então de cobrir as estações de azulejos, algo na altura muito baratinho e desprestigiado, que só se usava em cozinhas e casa de banho!
Foram juntos falar com o dono da Fábrica Viúva Lamego... e voilà!
Maria Keil foi a primeira mulher (artista) a ir trabalhar para uma fábrica de azulejos... e como tudo correu bem, na segunda fase das obras planearam logo forrar tudo a azulejos, porque entre outras coisas, reflectem a luz, e nos fazem esquecer que estamos num buraco... foi pelo menos a intenção desta artista.

Estações como Parque, Jardim zoológico, a antiga Rotunda, Rossio, e muitas muitas outras.


"Não sei filhos, eu fiz assim porque foi assim que me pareceu... há quem faça muito melhor, mas  mal ao azulejo acho que não fiz"

segunda-feira, 5 de abril de 2010

O meu dia de hoje foi assim:

Entre febras no carvão, muito sol e relva, houve a benção dos barcos em Constância, ao pé do Castelo de Almourol. Ruas enfeitadas com flores de papel (não resisti a roubar uma para pôr no cabelo), missa e procissão, e depois a benção dos barcos...

Eu não conhecia ninguém, mas os barcos tavam tão lindos, todos a entrar na água para formar a procissão, decorados, e as pessoas com os trajes típicos, que não resisti a pedir a dois senhores que estavam a entrar para o barco "Olhe, deculpe, posso ir consigo?"
- (Olhar admirado) Pode menina, faça favor...

E aqui fui, num avieiro a remos, com um ninho de pássaro, a apanhar solinho, e a pensar que deviamos voltar um bocadinho ao antigamente, quando as pessoas eram mais simpáticas e falavam umas às outras mesmo sem se conhecerem...

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Agora sim, percebo quem passa os dias no Facebook, no trabalho

Como todos sabem (ou adivinham) eu sou e trabalho como guia. O meu trabalho é andar de um lado para o outro, com turistas atrás, a mostrar aos estrangeiros (e a alguns portugueses também) o que de melhor há e se faz por cá. Passo os dias na rua, ou pelo menos a andar de um lado para o outro.

Como poucos sabem, ando há uns tempos a trabalhar num site profissional para mim... e a passar horas a fio em frente a um computador, a tentar dialogar com o mesmo, e a tentar que este faça o que eu lhe mando!

Ora se é verdade que o computador provavelmente me ouve tanto ou mais como me ouvem os turistas, o certo é que isto é uma seca!!!
Pobres pessoas que trabalham dias a fio em frente a um computador! Que seca!! Pode parecer um post irónico, ou no gozo, mas juro que não o é. E percebo também o porquê de passarem uma boa parte do dia no Facebook, ou similares... No fundo todos precisamos de sentir que há alguém do outro lado, e de algum contacto humano... se o pc não o dá... venham de lá os amigos "virtuais"!

Ufa, venham senhores turistas chatos e insuportáveis, o pc é silencioso demais!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Que saudades

Para mim a época começou hoje, e que saudades...
Saudades de Lisboa com sol, saudades dos turistas, do reflexo do Tejo na pedra dos Jerónimos, da fila dos pastéis de Belém, dos motoristas espanhóis que não percebem patavina disto, dos turistas que chegam atrasados, das perguntas idiotas, da vista do rio desde a Torre de Belém, do olhar fascinado deles quando lhes falo dos descobrimentos, do sorriso na cara ao ver o miradouro de Santa Luzia, do sol que apanho no lugar da frente do autocarro e que me faz dor de cabeça, do nariz empinado quando lhes pergunto o que lhes parecem as colunas dos Jerónimos, do meu sorriso, das ciganas que vendem écharpes na torre de Belém e que me ajudam a procurar clientes quando me falta alguém, do sol sol sol, e daquela gente toda contra a qual me empurram quando a igreja dos Jerónimos tá cheia e eu quero chegar mais à frente para poder mostrar os confessionários... Hoje tive vontade de os abraçar a todos, e dar beijinhos, e sorrir, e dizer bem-vindos a Lisboa...

Mas aquilo de que tenho mesmo mais saudades... é de os odiar a todos! Já falta pouco ;)

domingo, 21 de março de 2010

Igespar não permite visitas guiadas aos domingos de manhã

Novo documento do Igespar proíbe a partir de agora a realização de visitas guiadas aos domingos de manhã, proíbindo a entrada dos Guias Intérpretes Oficiais nos mesmos, e convidando-os a sair caso tentem dissimuladamente fazer explicações.

Em vez de incentivar a contratação de guias, que explicam, protegem e ensinam a respeitar o património, o Igespar proíbe a sua entrada.

Eu acho que isto faz todo o sentido. Tanto sentido como proíbir a entrada de médicos num hospital, de um cozinheiro num restaurante, um professor numa escola...
Esta gente quer viver do turismo, mas que turismo??? Os que dormem em hostels ilegais, não usam mais do que transportes públicos e mandam uns postalinhos para casa? Não é a desincentivar o uso de certos srviços que vão conseguir aumentar as receitas....

quarta-feira, 17 de março de 2010

Desculpem lá.... Ancora


Foi ao olhar para fotos antigas que percebi esta tristeza, este vazio nostálgico, de olhar para as coisas, voltar aos mesmos sítios onde elas sempre estiveram, e agora apesar de ainda lá continuarem, já lá não estão. De certeza que já me aconteceu antes, mas nunca foram tantas, tanta gente, quase um país inteiro ao mesmo tempo.
 

E anche tu sei sparito così. Il tuo sguardo, il sorriso, le canzioni, le smorfie, anche se eri comunque tu, lì davanti, il ragazzo che mi baciava e mi  portava in giro con la vespa, mincchia, quello non eri più te. Ed è questo che non capisco, che mi fa pensarci sopra e impazzire, dov’è finito il ragazzo che due anni fa mi ha affascinato, dove cacchio è finita la gioia che trovo nelle foto vecchie che guardo sul computer mentre sento il freddo che fa.

As coisas do dia-a-dia...

Dois sites que não me apetece abrir: o mail, e o do banco!
Será que tenho mesmo de olhar para o extracto? ;)

Il passato è una terra straniera

Il passato è stato in una terra Straniera.

La storia finisce così. È l'ora di chiudere questo libro, e cominciare uno nuovo.

Addio Italia.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Entre outras coisas, com esta viagem aprendi

1- A ser mais flexivel com os couchsurfers que mandam mensagens à ultima da hora e quase sem ler o perfil do host

2- A compreender e ouvir com outro carinho os turistas que me dizem de olhar perdido e nostalgico "Ja estive em Lisboa ha muitos anos, mas nessa altura era uma cidade diferente..."
Nao imaginam o nr de pessoas que me diz isso. Nunca liguei nenhuma, ousei acusa-los mentalmente de serem fascistas, mas hoje percebo, as cidades, os paises que mudam e deixam de ter aquele encanto que em tempos adoràmos. 

Deve fazer parte da passagem à vida adulta,
let things go...

terça-feira, 9 de março de 2010

Anedota màzinha..

.Qual è a diferenca entre uma italiana e um travesti?

O travesti tem a base bem espalhada! :P

sábado, 6 de março de 2010

Italia non è più la stessa

Una delle cose che mi piace di più in Italia è questa cosa che m'incroccio sempre per strada con gente che sembra appena uscita dai film di Nanni Moretti, o dai telefilm di Rai1. Stamattina ho aspettato l'autobus con un signore che faceva il "Nonno" in "La meglio gioventù". Era lui, il modo come parlava, mi raccontò la vacanza che fecce tanti, tanti anni fa nel Portogallo... anche lo sguardo della figlia era quello del film!

Prima tutta la gente era così. Allegra e contenta, con tanta gioia, e tutti scherzavano, facevano i cretini, ci provavano con le ragazze, e c'era qualcosa nell'aria che faceva sembrare tutto più bello, e più genuino.
Poi è venuta la crisi, la paura e gli incubi con i ROM, avete voluto diventare sempre più moderni e di moda, e oggi, Italia non me la riconosco più!
Mi manca la gioia e la pazzia della gente, quel cazzeggiare che sapevate fare soltanto voi... Vi vedo preoccupati, tristi, pesanti, stanchi e soli... con tanta paura di tutto.

Forse i portoghesi sono stati anche loro così, tanto tempo fa, prima delle crisi e di tutte quelle cose che ha portato... Una volta ho provato a spiegare a Claudio la differenza tra vedere una donna caduta per strada, e vedere la nostra madre caduta per strada, e di come questo funziona anche nei paesi. Un conto è vedere gli altri nella merda, un'altro è vederci a noi stessi... e forse è questo che è successo con gli italiani: si sono trovati nella merda, e non hanno saputo come salvare la gioia e la pazzia che lì faceva diversi.
Mi dispiace, mi dispiace veramente, quasi come se 'sta madre fosse mia... anche perchè così ho perso il mio angolino, per dove potevo scappare e nascondermi dal mondo vero...

sexta-feira, 5 de março de 2010

Itália, o amor e César

Uma das coisas más que 2009 teve foi impedir-me de vir a Itália... até o cartão de telemóvel que já tinha ha 4anos foi bloqueado por falta de uso...

Uma visita a Roma, ainda que já tenha visto tudo, não pode ser feita de qualquer maneira... há tradições, quase rituais, a cumprir.
Um deles é a visita imediata ao Coliseu e à via dei fori imperiali, que adoro.
Aposto que até já o coliseu tinha saudades minhas... E foi lá que conheci um novo amor...
Como sabem, a fotogenia nunca fui o meu forte, mas ele, lindo, sai sempre bem e sorridente em todas as fotos... pelo menos nesta viagem acho que as fotos vão ser todas só com ele...
E sem mais demoras, apresentovos o Cesare, o meu novo "compagno"

Ihihih :P

segunda-feira, 1 de março de 2010

Freecycle e o complot das máquinas de costura

Quando era pequena a máquina de costura da minha mãe estava mesmo por baixo da janela do meu quarto, ou seja, era o degrauzinho perfeito entre a minha cama e a janela para quando queria fugir de casa (nunca lidei muito bem com aquela coisa do "agora não podes ir brincar para a rua...")
Ele foram joelhadas, pontapés, vasos que se partiam em cima dela quando calculava mal o movimento do joelho para pôr a perna fora da janela... o certo é que a máquina ficou toda riscada... (e a minha mãe piursa)!

Anos depois decidi fazer experiências com a costura... e lá estava ela a olhar para mim com um riso torcista e vingativo...
Tentei-lhe explicar que não devemos guardar rancores, o que lá vai lá vai... mas a máquina de costura da minha mãe recusa-se terminantemente a ser usada por mim, e igualmente coser as minhas criações mesmo quando é a minha mãe que dá aos pedais... (e ainda há quem diga que os objectos são inanimados....)

Na semana passada no Freecycle (googlem e increvam-se, vale a pena!) alguém estava a dar esta máquina de costura, a motor!
Agarrei logo, e fui buscá-la ontem!
À partida seria um grande :) mas cometi um erro: deixei-as ao lado uma da outra durante a noite... E esta manhã, ao tentar experimentar a mesma máquina que ontem ligava bem... a dita engasgou e encravou com o pano!
F***

Agora aguardo a supervisão de um adulto para poder brincar com o meu brinquedo novo... Não é justo! :(

 
As duas senhoras à conversa

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

6 anos depois

Não deixa de ser enghraçado comemorar os 6 anos de vida do ErvilhaMaravilha, quando a esperanaça média de vida de um blog é de 6 meses...

Parece que foi ontem, comecei-o com o post "eu também já tenho um", no dia 19 de Fevereiro, e honestamente, ambição nenhuma! Mas o tempo foi passando, com mais e menos leitores, mais e menos vontade de postar... até mesmo algumas interrupções, mas aqui continua, um blog que escrevo para mim própria e os outros lêm às escondidas!

Beijinhos a todos,
e espero continuar neste cantinho por mais 6anos!!!


(entretanto o blog cresceu também...)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Alta!!!

E eis que tudo chega ao fim! Já estou boa, já me sinto bem, e apesar de antes não me faltar nenhuma parte do corpo.... é como se hoje, finalmente, me voltasse a sentir Eu, e inteira!
Como se alguém me tirasse do pé uma daquelas bolas de ferro pretas que antes os presos usavam!

Foram 6 meses (seis) de dependência, dores, limitações, e muita muita seca... E não foram os 6 meses em si, foi nunca ninguém me ter dito: vão ser 6meses. Aquela indefinição toda de nunca saber quando é que ia acabar, não saber do princípio que bem podia arranjar um puzzle de um milhão de peças, fazer uma réplica da grande muralha da China em fósforos, ou reproduzir a minha cara em M&M's, que bem teria tempo para os acabar!!!

Em números?
Para começar foi 1 pé torcido e 2 muletas...
6 meses de baixa
2 meses de muletas e esticada no sofá
70 sessões de fisioterapia ao longo de 4meses
+5000€ gastos pela seguradora só em hospitais e tratamentos médicos...
2 músculos no braço de meter medo ao Rambo

... e muito, muito tédio!!!

Mas não foram só perdas... Aprendi que às vezes também é preciso abrandar o passo, devagar se vêem mais coisas, que os acidentes não acontecem só aos outros e por isso é importante ter um seguro (eu fiz o meu só por ser obrigatório por lei, e afinal...)

Mas também ganhei... Ganhei uns kilos a mais, músculos... e 3, talvez 4 amigos novos! :) E se uns era impossível conhecer antes, outros... outros talvez já ali estivessem há mais tempo, mesmo à espera de serem conhecidos... e tão bem que sabe tê-los por perto!!! :)

De viagem marcada (apesar de ridículo, depois de estar de baixa uma pessoa precisa mesmo de tirar férias) aproveito para dizer

* Obrigada a todos os que me apoiaram e ajudaram durante este tempo! *

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Há dias assim, em que ficamos tristes e contentes pela mesma coisa. Em que temos tanta vontade quanto medo de saltar no escuro e ir para a frente. Em que uma voz berra fim e outra sussurra inizio.
E sabemos no fundo que está na hora de correr em frente (literalmente).


Vão pensando a que se referirá este post, assim que se confirmar explico tudo ;)

Para todos os fãs da Rua Sésamo :)

Tirado daqui

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Dia dos Namorados

Tinha um post irónico muito bom sobre esta data, mas estretanto varreu-se-me dos miolos, lolol

Por isso... aqui ficam os meus votos de um dia muito romântico, piroso e lamechas, com corações, peluches, chocolates e rosas vermelhas para todos!


Quanto mais kitch melhor! ;)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Há objectos com vida própria: o meu carro

Já há algum tempo que desconfio que lá vivem seres estranhos, monstros badalhocos, ou não estivessem sempre os vidros embaciados cada vez que eu chegava ao carro...
Mas agora passaram-se: tenho o carro a cheirar a erva! E não vale fazer a pergunta engraçadinha "como é que reconheces o cheiro", lol. Mas a coisa intriga-me. A dita, desde que cheguei da Holanda que não sei o que é tal coisa, não deixo ninguém fumar no carro, nem um cigarro que seja, e emprestá-lo a alguém... muito menos!
Fica então a questão: como pode o meu carro cheirar a erva???

* E os meus animaizinhos não fumam ganzas, lol