sábado, 11 de dezembro de 2004

Desilusão

Venho por este meio manifestar o meu desgosto e desapontamento em relação aos comments do post anterior.
Ora estava eu à espera de um chorrilho de comments solidários, de vivo apoio ao meu desespero, oferta de cheques-parquímetro para que eu pudesse fazer compras no comércio tradicional, advogados oferecendo-se para me defender no caso de eu consumar a ameaça, e afinal... ninguém me compreende!!! :(

quinta-feira, 9 de dezembro de 2004

Instintos Assassinos

Há certas coisas que me dispertam instintos assassinos de alto grau... Ok, quem me conhece sabe que quase tudo lembra e exagera a vontade de cometer homicídios duplos, triplos, quadruplos....
Mas há algo que abusa: cânticos de Natal em centros comerciais!!!
Ok, já todos sabemos que é época de esvaziar prateleiras e ir à ruìna, de putos ranhosos berrarem pelo chão pk querem 1boneco que berra e mija, tias a trocar as etiquetas da roupa, gente de fato-treino e sapatos insistindo em levar o super-mercado inteiro.... Mas todos nos amamos, é natal, somos tão felizes!
OH, I LOVE XMAS, I LOVE SUPERMARKETS!!!

terça-feira, 7 de dezembro de 2004

Céu ardente


E se de repente o céu ardesse todo em si próprio, e as suas cinzas nos inundassem, se o fogo nos consumisse a todos num festval incrível... Aí, se a vida depois da morte existir, nada mudará, porque lá nos encontraremos todos!

(ervilhamaravilhosamente fotografado)

sábado, 4 de dezembro de 2004

Imagina a tua vida como um copo de leite acabadinho de sair da teta da vaca: sabe muita bem mas não está isento de micróbios (e como toda a gente sabe os micróbios não matam, a maior parte das vezes, mas moem). Mas pronto, aí tens o teu copo de leite fresquinho e hipersaboroso.Agora vê o questionamento sucessivo e implacável como um processo de pasteurização: podes pasteurizar um bocadinho e retiras os micróbios por um determinado tempo (eles acabam por voltar ao fim de alguns dias) e ainda manténs um saborzinho porreiro no leite; ou podes ultrapasteurizar o leite do copo e acabas com eles para sempre. Uma coisa é certa, o sabor também se vai embora neste processo. Pergunta: a pasteurização compensa a perda de sabor?

Coment deixado pelo Humor negro, ele respondeu logo, mas eu quero ver a vossa resposta...

quinta-feira, 2 de dezembro de 2004

Já ia sendo tempo

Já ia sendo tempo dele acordar para a vida e meter esses desgraçados a correr daí...
...Cabe agora ao povo meter lá outros desgraçados, de cor diferente! 4anos de laranjas azedas, 4anos de rosas espinhosas, 4anos de laranjas azedas, 4anos de rosas espinhosas.... e para quando estrelas, foices, martelos... para quando meu povo?

Ops, voltei a quebrar a regra nº3... Sory!

terça-feira, 30 de novembro de 2004

Andar para trás?

Até que ponto podemos nós emendar as decisões do passado, voltar atrás no que escolhemos.
Até que ponto é melhor questionarmonos se queremos mesmo seguir na estrada em que entrámos.
Dez anos depois do casamento devemonos perguntar se ainda amamos aquela pessoa? E dois anos depois de começar um curso, devemonos perguntar se ainda é aquilo que queremos fazer o resto da vida?
Essa é a única forma de avançar, ou será uma forma de recuar eternamente?
Perguntar, questionar, interrogar, é sempre o melhor?

domingo, 28 de novembro de 2004

Perdida

Perdida dentro de mim mesma, à deriva e sem qualquer mapa. Não sei ler as estrelas, e mesmo se soubesse, o céu está completamente vazio.
Mas nem bebendo toda esta água que me isola me afogo, não afundo, flutuo eternamente.
Espero embater numa rocha, para para que os daquela terra me digam que país é o seu.
Até lá procuro uma imagem concreta que me encorage a procurá-la.

sábado, 27 de novembro de 2004

Longe...

Andei um semana pelo sul do país, numa simulação da minha vida profissional após a conclusão do curso. Saí-me bem nas minhas apresentações, nada me correu mal, mas... E se eu tiver percebido que afinal já Não tenho nenhuma certeza absoluta acerca daquilo que auero que seja o meu futuro? E se eu também não vir outras coisas?
Prque temos de decidir e escolher sempre tudo tão cedo?
A esperança média de vida são 80anos... porque tenho de escolher agora o que quero fazer até à data da minha morte? É sempre tudo tão cedo. Porque nunca há amanhã?

sábado, 20 de novembro de 2004

Enganaram-se na detenção

Agora durante uma cimeira não sei do que, no Chile, centenas de manifestantes contra a presença de Bush no seu país foram presos... bem, é preciso que alguém esclareça a polícia: os criminosos não estão na rua: O grande criminoso é aquele a quem têm estendido a passadeira vermelha!

Desculpem quebrar a regra nº3 "Não comentar a actualidade", mas não me consegui conter!

sexta-feira, 19 de novembro de 2004

Porque 19 não chegou...

Roí as unhas todas, e desfiz-me a pensar no resultado que teria...
Ou 19 (de 0 a 20), ou dava-me um ataque cardíaco que julguei certo.
Porque há um momento em que toda a nossa expectativa termina, e chega o momento em que não há chão debaixo do nosso corpo, só os pés. Temos medo, pânico, e... Só desejei uma parede branca, gélida e fria. Neutra, que não me dissesse sequer que não queria dizer nada.

Mas eis que chega a D. Rosa da secretaria com os papeis na mão. Roubei-lhos, não aguentei esperar que os afixasse. Procuro o meu nome (o último de cinco malditas folhas), e... Num berro histerico de alegria toda a universidade soube que já tinham saído as notas "A Tita teve 19" diz a M. dentro da sala na outra ponta da fac. Mentira. Tive 20, porque às vezes o nosso objectivo é pouco face ao que fazemos.
Obrigada aos que ajudaram. I'm so fucking proud of myself!

Esclarecimento ao post anterior

Se calhar não foi a melhor expressão para utilizar, porque não saí de casa nem coisa que o valha, como muitos e-mails e comments pensaram! Simplesmente receava algo, temi não consegui ter 19 no maldito relatório, e não ter nada nem ninguém para atirar as culpas, ninguem para me defender, mas afinal...

segunda-feira, 15 de novembro de 2004

Há um momento em que deixamos de caber no berço

Um poeta cujo nome não me lembro disse uma vez "Há um momento em que deixamos de caber no berço".
Crescemos, somos grandes e já ninguém pode tomar conta de nós. Nem queremos.
E assim é, marchamos contra medos, ignoramos a fragilidade, e vamos, e voltamos... ou não.
Aconteça o que acontecer já não volto a caber no berço, e a minha mãezinha não irá à escola reclamar com a professora.
Não soube hoje, saberei amanhã... Tal como pergunta o Marco, vão ter de me oferecer uma faca para cortar os pulsos, ou uma mala de viagem?
Seja qual for o resultado, só desejo uma gélida parede fria para me dar a notícia e dizer ao mesmo tempo que não está preocupada com a minha reacção. Nem lágrimas nem gritos, não lhe interesso.

domingo, 14 de novembro de 2004

Estava eu toda contente a pensar na minha promissora carreira a embrulhar presentes, ser rena, etc... quando na entrevista me perguntaram se eu tinha experiência no ramo?
Experiência no ramo? Errr, não, nunca fui gnomo, duende também não... Ah, espere, uma vez no carnaval mascarei-me de fada-madrinha, serve?
Não serviu, e não é desta que vou ser Rena! :(
Agora só vos digo, se pro ano a entrega de presentes demorar, foi porque eles não me quiseram dar o emprego!!!

quinta-feira, 11 de novembro de 2004

Futuro: Rena

Já a pensar nas próximas viagens, achei que um emprego engraçado para as financiar seria embrulhar presentes num supermercado!
Já estava a sonhar com um futuro promissor... Primeiro a embrulhar presentes aqui, depois ia embrulhá-los na Polónia, e a seguir... Xaran! Ou seria Duenda, ou então Rena no trenó do Pai-Natal!!! :)
Nunca imaginei que pudesse existir uma hipótese tão promissora, de ascenção tão rápida!

segunda-feira, 8 de novembro de 2004

Pensamento pseudoprofundo

Agente vai, e luta e sonha...
Pensa que sim, esforça-se, acredita...
Depois descobre que o Pai Natal não existe,
o Coelhinho da Páscoa também não...
A seguir percebe que os pais não são tudo, nem são imortais!
Vamos desaprendendo tudo,
percebemos que é sempre tudo mentira,
sofremos com coisas que não valem nada,
e damos a vida por coisas que valem muito pouco (acidentes de viação ridiculos), sendo incapazes de dar a cara por coisas que valem tudo (Causas nem sempre perdidas!)!!!

quinta-feira, 4 de novembro de 2004

Hoje a ervilha tá triste

Hoje a ervilha está triste.... Está de luto pelo país.
Éramos mais de três mil, éramos muitos e cheios de razão.
Não havia motivo para tantos elementos do corpo de intervenção (juro que perdi a conta à carrinhas, e nem tentei contar os agentes da psp).
Os noticiários mal falaram no assunto, provando num sufoco que não dizem tudo o que se passa, nem como se passa....

Luto pelo país e pela situação política actual.

Sê a favor, sê contra, mas sê alguma coisa por favor! Minha gente vamos lá acordar desta apatia nacional, já é tempo!

sábado, 30 de outubro de 2004

Em que pedaço do tempo fiquei retida?

A nostalgia chegou e senti saudades do tempo em que era pequenina (ainda mais) e dizia directamente tudo o que pensava... Sempre tive mau feitio, e sempre me orgulhei disso, mas anos depois acabamos sempre por aprender a morder a lingua e a disfarçar as coisas.
Ao crescer ha sempre alguém que nos obriga a aprender as boas maneiras "faça o favor, dê-me o obséquio de o lixar a todo o grande estilo fornicando-o pelas costas, sorrindo-lhe pela frente" e nos diz que é este o melhor modo para todos sermos....
Hoje queria ser pequenina para sempre, ou ser como era quando pequenina... Diziam-me que tinha sempre resposta na ponta da lingua, não perdia uma, teimosa... não é mentira!

Onde raio te perdeste tu, Tita, onde andas, em que pedaço do tempo ficaste presa? Diz-me e eu corro atras para te trazer de volta!!!...

quarta-feira, 27 de outubro de 2004

Deixei de ser feita de éter...

O peso da urbanização, as compras, a pseudonecessidade da moda, colegas, professores, trabalhos, frequências, o trânsito, prazos, stress...
Longinquas ficaram as palavras
as tintas com que pintava o sonho
o éter em que levitava.
A bolinha de sabão em que o meu mundo vivia rebentou.
Acabaram-se as cores. Fim da história.
Evaporou todo o éter em que vivia, morreu o sonho, quebraram-se as asas e sou um querubim agora.
Já não pertenço aos céus.

terça-feira, 26 de outubro de 2004

Banco de Jardim

O que é um banco de jardim onde foi marcado um encontro, e nenhuma das pessoas lá apareceu?!


(Desculpem o desprezo que tenho dado ao blog, mas tenho o computador no técnico!)

terça-feira, 19 de outubro de 2004

Um bilhete entre quatro mãos húmidas num dia de inverno como hoje, ou como ontem, ou como amanhã

Debaixo das mãos molhadas que seguram o guarda chuva, bem lá no meio entre a pele dos dedos e a humidade que estes apanharam enquanto tirava o dinheiro para o bilhete do autocarro, estava um outro bilhete.
Recebeu-o só mesmo na hora da despedida, um adeus rápido, dois beijinhos que queriam ser mais do que isso, mas que mal chegaram a ser o que eram, e um bilhete entre duas mãos (que na altura eram quatro) bem apertadas na fuga.
Talvez dissesse tudo o que queria ouvir. Talvez mentiras. O que queria. Que outra coisa interessava se tinha na mão um bilhete onde poderiam estar escritas exactamente as palavras deusas, exactamente a luz que faltava naquele dia de inverno frio chuvoso em que o céu pode desabar de tão negro e pesado a qualquer momento?!
Fosse o que fosse nunca o chegou a saber.
A caneta era de tinta permanente, o bilhete foi escrito em papel tipo mata-borrão, qualquer uma das quatro mãos estava molhada... e do bilhete não se percebia nada!

domingo, 17 de outubro de 2004

Peço-te um minuto do teu silêncio
aquele tempo que usas para me escutar
e imploro-te que nesse minuto me grites tudo o que sentes...
Fora com palavras de amor mentiras
fora com o que dizes quando me queres consumir...

Desta vez diz a verdade, só desta vez,
e deixa-me evaporar no éter dos sentidos.

sexta-feira, 15 de outubro de 2004

A época em que estudo mais é também a época em que oiço mais música (não faço outra coisa).
Desta vez, uma música (um bocado estúpida por sinal) lembrou-me uma pessoa... alguém que talvez não tenha existido.

A mesma teimosia que não nos deixou existir impede-me agora de te telefonar... Espero que estejas bem. Pode ser que um dia o orgulho vá de férias.

Em tempos de stress aproveito o tempo livre só pra porcarias...

HASH(0x89f9f30)
You are the color red. You are the most
controversial of all the colors. You are often
easily angered, but as easily as you got
excited, you come down. When angered, do you
have the tendency to be malicious? Afterwards,
do you end up begging for forgiveness? Maybe.
But you're incredibly generous, and, odd
enough, needy. You love to hate, and
sometimes, you hate to love. This color
describes you as generally edgy. When in a bad
situation, you're pessimistic, and when you're
in a good situation, you're extremely
optimistic. You're painfully tempermental, and
sometimes it hurts the ones you love. But with
an exciting and stimulating attitude, you enjoy
talking to people and being social. But aside
from your bold and outgoing attitude, you're
attention-needing and attention-getting. This
color is associated with lust and desire--and
you are both lust and desirous. You're a
protective person when it comes to the people
you love. You're incredibly sharp-witted and
powerful (not to mention intelligent!).


What color are you? (Amazingly detailed & accurate--with pics!)
brought to you by Quizilla



E então não é que acertaram em cheio??? (Digo eu)

terça-feira, 12 de outubro de 2004

Pequenos passos montam o nosso esqueleto

Quando concorri ao ensino superior não queria entrar. Preferia mimar-me durante um ano antes de efrentar a dura realidade. Incapaz de o admitir, concorri, mas sem esperanças de entrar. Mentira. A média de um dos dois cursos a que me candidatei baixou, lá fui e estou eu.
Ainda não o tinha feito por falta de ccoragem, mas acabei de verificar que se tivesse feito o tal ano de pausa, este ano tinha entrado no curso que pus em primeira opção, e não estaria neste cujo primeiro ano detestei.
O início deste ano até parece diferente, sei que o outro curso não tem saída, mas... Que ninguém me pergunte se agora ainda mudaria!!!1

(Ainda bem que não vi isto mais cedo!)

Para que conste...

Contrariamente ao que foi comentado no post anterior, eu não estava bebeda quando o escrevi!!!! Pois, todos disseram isso, mas saibam que eu estava apenas a curar um bocadinho da ressaca!
É que nem vou comentar a indução que fizeram!....

sábado, 9 de outubro de 2004

Algo

São duas da manhã numa sexta feira! Tenho carro na garagem, e a mesada ainda não acabou, mas fiquei em casa, a trabalhar!! Preciso tirar 19nesta porcaria, não vou conseguir!
Apetecia-me escrever algo inteligente para vos mostrar que não sou só a ervilhinha engraçadinha... mas por muito que tente hoje, agora não consigo.
Ontem, depois do rali as tascas, podre de bebeda a passear pelo estoril gritei que adorava uma terra e gente que tantas vezes jurei maldita... Ponham sempre o pé direito à frente do esquerdo, vejam o que fazem, mesmo quando estão a ver!
O ano passado foi um pesadelo, mas este vai ser bom, já tenho a certeza! Pode ser que valha pelos dois... não sei!

Por agora volto ao trabalho, curo a ressaca depois, sejam bemvindos caloiros da ESHTE!!!
(nunca pensei escrever isto no blog...as coisas mudam, ainda bem)

sexta-feira, 8 de outubro de 2004

Supresa

Hoje a C. deu-me uma supresa....


Não sei porque, mas também não me fiz de esquisita... ADORO supresas!!!! Obrigada manita!:)

terça-feira, 5 de outubro de 2004

Eis o prometido bilhete postal

A superfashion me in Torino... :)



(Quem não conseguir ver, clique aqui.)

E citando um coment do Kyle Katarn, que ficou demasiado perfeito para não ser exposto: "Uma relaidade diferente da nossa serve sempre para nos lembrar-mos dos lados bons e por momento sentimos que somos diferentes, quando na realidade o que mudou foi a nossa percepção....estou errado?"

sábado, 2 de outubro de 2004

Acordar para a vida

Despertar nos lençois bem engomados da minha cama, entre as habituais paredes do meu quarto. Voltar a ouvir o som do despertador maternal.
Depois de um banho na minha velha banheira com todos os cremes a que tenho direito volto embrulhada na toalha para o quarto. Tudo na mesma. As paredes, a mobília, só o telefone continua desligado para me deixar acordar devagarinho.
As malas ainda estão ao fundo do quarto, um mundo ocupa a minha secretária... Ma, Vaffanculo, queria ter ficado lá!

Señhores passageiros...

Abraços e beijinhos pela última vez em italiano, check in, check out, ouvir falar português, senhores passageiros apertem os cintos estamos prestes a aterrar, ir buscar as bagagens, novas corridas de carrinhos enquanto esperávamos por elas, e de repente voltar a empurrar o carrinho desta vez para fora do aeroporto, com força e vida de quem carregou a bateria. Estacar à saída... velhos amigos à espera, então como estás, como foi, gostaste, o que aconteceu por cá, despedida dos companheiros de viagem com um ficticio "o jantar é às oito", transito para casa, carros, acidentes, ic19, ic16, estrada nacional, e calmamente voltar a entrar na aldeia... a minha cadela a minha casa o meu quarto, como foi, como estás, gostaste...
Sinto-me diferente depois do intercâmbio, não consigo explicar como nem porquê.

Obrigada João e Ângela por me terem ido buscar ao aeroporto, adoro-vos***