domingo, 11 de abril de 2004
Ausência
Vou andar perdida entre os meus apontamentos de história e a minha ignorância, por isso é natural que este blogue se ressinta... Se isso acontecer têm todo o direito de reclamar, mas se não acontecer reclamem na mesma porque é sinal de que eu não ando a estudar....
Fica por agora um BEIJO ENORME para todos os meus fãs!!!*****
sábado, 10 de abril de 2004
quarta-feira, 7 de abril de 2004
Fervença
Eu tive a pensar, e reparei que estava a ser injusta com a minha pobre cadela (o bicho mais feio e cómico que já vi!) e por isso resolvi postar hoje uma foto dela!!!! :)
terça-feira, 6 de abril de 2004
Lutar
Devemos sempre lutar, sempre! Porque aquilo que nos rodeia hoje está longe de ser idilico... Devemos lutar.... Porque mesmo que os resultados não sejam reais... quando for velhota e não me puder mexer ao menos vou conseguir dizer: "um dia, quando tinha forças para isso, tentei mudar o mundo!"
Julieta
Adoptei-a há quase 7anos (nunca tinha reparado que ja passou tanto tempo), quando ela era bebé e na vizinhança ninguém a queria por ser fémea e por ter milhões de pulgas). Dei-lhe leite, Program, colo, mimos e algumas maldades, mas até agora sempre a tinha visto como o saco de pulgas que me pede comida a toda a hora. Só que ontem, quando estava a brincar com o meu brinquedo novo, reparei que secalhar a minha gatinha bissu-bissu até tem mais persionalidade do que isso...
sexta-feira, 2 de abril de 2004
Insónia
Talvez a insónia seja para a nossa mente como um virus para o nosso computador... Vem reaproveitar ficheiros antigos, sentimentos antigos que nunca chegámos a eliminar totalmente, nos limitámos a esquecer. Por vezes no meio dessas pastas desactivadas encontramos documentos soltos e fragmentados que se conseguem inexplicavelmente envolver e condicionar a nossa vida actual, a forma como pensamos hoje.
Na noite em que escrevi o poema anterior (ha já dois anos) tive de facto uma insónia horrivel (fiquei acordada a noite inteira). Esta semana aconteceu o mesmo, e escrevi um outro poema, que talvez publique neste blogue daui a dois anos!!!
Obrigada aos comments no post anterior, foi deles que surgiu este :)
terça-feira, 30 de março de 2004
Nós
A minha religião é o sentimento, que deixou de ser vago nesta hora em que te conheço sem adereços. Em que me tomas mesmo assim vazia, mesmo assim sem personagem. Mesmo assim de um só eu. Comungaremos em conjunto, e quando os sinos tocarem para a missa saberemos que somos casados pela vontade que é a do Homem, maior que deus, sempre que ama!
sábado, 27 de março de 2004
Farta
Estou farta de fazer coisas de que não gosto, sorrir quando não quero e de dizer ao espelho que está tudo bem.
Cansada de não ter tempo para o que me dá gozo, cansada, cansada, cansada.
Cansada de não ter tempo para o que me dá gozo, cansada, cansada, cansada.
quarta-feira, 17 de março de 2004
Poix...
Experimentei o amor no teu corpo
sem o ver, sem lhe tocar.
Vislumbrei-o nos teus olhos
enquanto sorrias
e eu temia que quebrassem
com tanta força que eles tinham.
É agora na tua falta
que os sinto em mim, percorrendo-me,
provocando o desconforto nas palavras ditas
e nas que guardei para mim de tanto as querer.
Saudade. Assim termina o poema.
Choro. Assim culmino nos teus olhos.
sem o ver, sem lhe tocar.
Vislumbrei-o nos teus olhos
enquanto sorrias
e eu temia que quebrassem
com tanta força que eles tinham.
É agora na tua falta
que os sinto em mim, percorrendo-me,
provocando o desconforto nas palavras ditas
e nas que guardei para mim de tanto as querer.
Saudade. Assim termina o poema.
Choro. Assim culmino nos teus olhos.
segunda-feira, 15 de março de 2004
I'm getting there
Estou quase a arranjar coragem para dizer aquilo que provavelmente já sabes...
Ainda não escolhi a forma, o meio ou as palavras, mas pelo menos ja sei o que te quero dizer!:)
Ainda não escolhi a forma, o meio ou as palavras, mas pelo menos ja sei o que te quero dizer!:)
sexta-feira, 12 de março de 2004
Música sem som
Quero Voar.
quarta-feira, 10 de março de 2004
O Gajo que dorme comigo todas as noites
domingo, 7 de março de 2004
Água de cores
Há um sonho a bater a porta, la fora, num dia de chuva. O sonho molha-se e disfaz-se como papel de cores.... Eu choro pelo meu sonho, mas pego na água de cores que ele deixou, unjo com ela o meu corpo, transformo-me em éter, e sou um arco-iris que te faz sorrir neste triste dia em que as tuas lágrimas destruiram o meu sonho.
sábado, 6 de março de 2004
Tá no papo!
Ontem tava num bar com uma amiga, profundamente embuída numa conversa de alto interesse (as calças que tínhamos acabado de ver numa montra ali ao lado) quando um rapaz se chega ao pé de nós e se mete connosco. A minha amiga ainda chateada por não ter dinheiro para comprar as calças, salta da cadeira, e diz-lhe "Vai morrer longe!" com uma cara que até a mim me meteu medo! O gajo faz um sorriso vitorioso, chega ao pé dos amigos e diz: "Já tá, esta tá no papo!!!". Eu desmanchei-me a rir... ...qual terá sido a parte que ele não percebeu?!
quinta-feira, 4 de março de 2004
Em estado de choque
Então não é que hoje tive de ir ao Hospital Amadora Sintra a seguir ao jantar, e me mandaram embora antes do pequeno almoço????
Por um Menu com Triagem, Raio X, Observação e Injecção só tive de esperar uma hora e meia!!! Ok, ok, eu admito que à saída até me senti frustrada ao olhar pra maremita com o pequeno almoço e prós jogos de paciência que levei pra me entreter...
Qualquer dia até tenho direito a ser atendida por médicos que saibam falar português, onde é que já se viu....
Por um Menu com Triagem, Raio X, Observação e Injecção só tive de esperar uma hora e meia!!! Ok, ok, eu admito que à saída até me senti frustrada ao olhar pra maremita com o pequeno almoço e prós jogos de paciência que levei pra me entreter...
Qualquer dia até tenho direito a ser atendida por médicos que saibam falar português, onde é que já se viu....
domingo, 29 de fevereiro de 2004
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2004
SMS's antigos...
que sou pequenina
e leva-me aos ceus
porque eu sei que só nos teus braços
[as conseguirei alcançar!
terça-feira, 24 de fevereiro de 2004
C.O.M.A. (caminhando onde a margem acaba)
Talvez a morte não seja mais do que a habitual e contínua viagem de taxi até ao rossio. Se são cinco, ou seis, os euros, eu não sei porque nesta viagem o taxista nunca vem. nunca. é o éter que conduz. e o sono.
O alcatrão é novo, e não tem buracos, e os pneus do carro são leves. apesar de se deslizar ou -flutuar- a viagem é longa, embora não se dê conta da passagem do tempo, não se pense em nada, nem se barafuste com o trâsito -afinal não são poucas as pessoas que a experimentam...
Por muito trânsito que esteja, nesta rua nunca se volta atrás. Nunca. às vezes o arrependimento acontece. às vezes nem tanto. há quem surja como fantasma, mas é já Tarde.
A rua era grande e larga. comum mas bonita. inexplicavelmente agradável, embora vulgar. Gradualmente substituída pela neblina, sobrou no fim uma sombra de carne. Corpo.
Corpo. é ele a minha âncora. é ele que me amarra e me ofusca. Eu sou apenas o fragmento perdido. talvez parado. ainda vivo. ressuscitado pela potência da morfina. tão desnecessária como a âncora. tão inútil como a Carne.
Prefiro a eternidade. Ou talvez os lobos. por onde andarem e vasculharem depressa serão abutres. e com eles o fim. o Café ou o Grito com que acordo e desperto deste sono. de um Coma infinito. Pergunto que terra é esta. Que país é o meu.
Anos foram. Anos virão. eu fico. a vida é a fronteira. a única. e continuo Caminhando Onde a Margem Acaba.
O alcatrão é novo, e não tem buracos, e os pneus do carro são leves. apesar de se deslizar ou -flutuar- a viagem é longa, embora não se dê conta da passagem do tempo, não se pense em nada, nem se barafuste com o trâsito -afinal não são poucas as pessoas que a experimentam...
Por muito trânsito que esteja, nesta rua nunca se volta atrás. Nunca. às vezes o arrependimento acontece. às vezes nem tanto. há quem surja como fantasma, mas é já Tarde.
A rua era grande e larga. comum mas bonita. inexplicavelmente agradável, embora vulgar. Gradualmente substituída pela neblina, sobrou no fim uma sombra de carne. Corpo.
Corpo. é ele a minha âncora. é ele que me amarra e me ofusca. Eu sou apenas o fragmento perdido. talvez parado. ainda vivo. ressuscitado pela potência da morfina. tão desnecessária como a âncora. tão inútil como a Carne.
Prefiro a eternidade. Ou talvez os lobos. por onde andarem e vasculharem depressa serão abutres. e com eles o fim. o Café ou o Grito com que acordo e desperto deste sono. de um Coma infinito. Pergunto que terra é esta. Que país é o meu.
Anos foram. Anos virão. eu fico. a vida é a fronteira. a única. e continuo Caminhando Onde a Margem Acaba.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2004
Um homem que não terá estátua
cai e morre a meus pés enquanto ergue o meu trauma
com o buraco que o seu corpo escava
ao cair no chão.
Quem por ali passa vai praguejando à mendicidade e chamando-lhe tristes nomes. Eu julgo-a sómente humana, e por isso relativa.
Solto uma lágrima simples em sua honra
que poderá nunca dignificar uma mancha no dia de sol.
Subscrever:
Mensagens (Atom)