domingo, 29 de fevereiro de 2004

Esta sou eu


  • Eis-me aqui, para satisfazer a curiosidade dos meus admiradores...
  • sexta-feira, 27 de fevereiro de 2004

    SMS's antigos...

  • Pega-me nos teus braços

  • que sou pequenina

  • como qualquer deus pega nos seus anjos

  • e leva-me aos ceus

  • mostra-me todas as tuas estrelas

  • porque eu sei que só nos teus braços

  • [as conseguirei alcançar!
  • terça-feira, 24 de fevereiro de 2004

    C.O.M.A. (caminhando onde a margem acaba)

    Talvez a morte não seja mais do que a habitual e contínua viagem de taxi até ao rossio. Se são cinco, ou seis, os euros, eu não sei porque nesta viagem o taxista nunca vem. nunca. é o éter que conduz. e o sono.
    O alcatrão é novo, e não tem buracos, e os pneus do carro são leves. apesar de se deslizar ou -flutuar- a viagem é longa, embora não se dê conta da passagem do tempo, não se pense em nada, nem se barafuste com o trâsito -afinal não são poucas as pessoas que a experimentam...
    Por muito trânsito que esteja, nesta rua nunca se volta atrás. Nunca. às vezes o arrependimento acontece. às vezes nem tanto. há quem surja como fantasma, mas é já Tarde.
    A rua era grande e larga. comum mas bonita. inexplicavelmente agradável, embora vulgar. Gradualmente substituída pela neblina, sobrou no fim uma sombra de carne. Corpo.

    Corpo. é ele a minha âncora. é ele que me amarra e me ofusca. Eu sou apenas o fragmento perdido. talvez parado. ainda vivo. ressuscitado pela potência da morfina. tão desnecessária como a âncora. tão inútil como a Carne.
    Prefiro a eternidade. Ou talvez os lobos. por onde andarem e vasculharem depressa serão abutres. e com eles o fim. o Café ou o Grito com que acordo e desperto deste sono. de um Coma infinito. Pergunto que terra é esta. Que país é o meu.
    Anos foram. Anos virão. eu fico. a vida é a fronteira. a única. e continuo Caminhando Onde a Margem Acaba.

    sexta-feira, 20 de fevereiro de 2004


    Um homem que não terá estátua
    cai e morre a meus pés enquanto ergue o meu trauma
    com o buraco que o seu corpo escava
    ao cair no chão.
    Quem por ali passa vai praguejando à mendicidade e chamando-lhe tristes nomes. Eu julgo-a sómente humana, e por isso relativa.
    Solto uma lágrima simples em sua honra
    que poderá nunca dignificar uma mancha no dia de sol.

    quinta-feira, 19 de fevereiro de 2004