Pois é, tenho andado bem por longe.
Fui até ao Porto para um festival, pouco convicta embora cheia de vontade, e percebi que já estava em fase de Burn out. Por vezes estamos tão enterrados quem nem damos conta de quão lá pelo fundo andamos...
E a malta do Norte, os festivais e os morangões ajudaram-me a perceber isso!
Foi diferente daquilo que esperava (embora também não saiba bem do que estava à espera), mas foi muito bom, quase doce, com amigos novos, uma vida nova, literalmente, nasceu um pequeno Miguel que me reteve no Porto mais uns dias, um novo amor (não meu) e uma vontade enorme de me mudar para a terra dos finos e das francesinhas....
sexta-feira, 23 de julho de 2010
sexta-feira, 9 de julho de 2010
A saudade e a dieta
Tirado daqui
A saudade é um sentimento curioso. É, provavelmente, dos sentimentos mais urgentes que existem. Acho que todas as canções e poemas sobre saudade devem ter sido escritos nos primeiros dias da partida do ser amado.
Porque, convenhamos, saudade - essa palavra que só existe no nosso idioma - se esgota ao fim de um tempo. Essa dor tamanha, que parece que não vai passar nunca, também passa. E aí a gente passa só a sentir falta, quando lembra, de vez em quando. Por fim, a gente se acostuma com a ausência, que se torna presença constante. E vira lembrança. Às vezes doce, às vezes agri-doce.
É que nem fazer dieta. A gente pena nos primeiros tempos para se habituar a viver sem aquilo que (parece que) faz tanta falta. Depois se habitua à saladinha light, grelhados e só escorrega no açúcar vez por outra porque ninguém é de ferro.
Afinal, e todo nutricionista que se preze sabe disso, o segredo de uma vida amorosa saudável é evitar comer frituras e tudo o mais que faça mal ao coração.
Saudade, só se for do tempo antes de precisar de fazer dieta... há quase um ano, antes de ter torcido o pé. Mas estou mesmo de dieta e cortei a 100% no açucar, eis a explicação para alguns posts mais amargos! ;)
A saudade é um sentimento curioso. É, provavelmente, dos sentimentos mais urgentes que existem. Acho que todas as canções e poemas sobre saudade devem ter sido escritos nos primeiros dias da partida do ser amado.
Porque, convenhamos, saudade - essa palavra que só existe no nosso idioma - se esgota ao fim de um tempo. Essa dor tamanha, que parece que não vai passar nunca, também passa. E aí a gente passa só a sentir falta, quando lembra, de vez em quando. Por fim, a gente se acostuma com a ausência, que se torna presença constante. E vira lembrança. Às vezes doce, às vezes agri-doce.
É que nem fazer dieta. A gente pena nos primeiros tempos para se habituar a viver sem aquilo que (parece que) faz tanta falta. Depois se habitua à saladinha light, grelhados e só escorrega no açúcar vez por outra porque ninguém é de ferro.
Afinal, e todo nutricionista que se preze sabe disso, o segredo de uma vida amorosa saudável é evitar comer frituras e tudo o mais que faça mal ao coração.
Saudade, só se for do tempo antes de precisar de fazer dieta... há quase um ano, antes de ter torcido o pé. Mas estou mesmo de dieta e cortei a 100% no açucar, eis a explicação para alguns posts mais amargos! ;)
sexta-feira, 2 de julho de 2010
1 de Julho
Hoje é oficialmente o dia mais difícil do ano, acho que se pode mesmo chamar assim.
Os impostos sobem, os preços tambem e o irs acompanha-os, pelo que os salários acabam por descer duplamente.
Lembro-me perfeitamente de ter estudado uma situação idêntica no 11º. Li aquilo no livro, a professora explicou e voltou a explicar e ainda me consigo lembrar uma por uma das palavras que ela usou, porque essa situação me chocou.
Hoje vejo-a acontecer, e em vez de horrorizada sinto-me principalmente apática, tal como mais 10,5 milhões de pessoas.
Estava curiosa por ver o dia de hoje chegar sem o efeito analgésico do futebol e do mundial. Se ainda lá estivéssemos teria dado a culpa da apatia ao jogo contra não sei quem, ao Ronaldo e ao Queiroz, mas hoje foi também o dia em que a Selecção voltou a casa de casa com ar abatido (até essa), de quem falhou a vida.
Assim, sem nem um futebol que permita a abstracção da vida real, não entendo o silêncio das pessoas, das ruas, do consentido "é assim".
Não escrevo para dizer que a vida é dura e por isso devemos ficar em casa a chorar, lavar dali as mãos (de água fria porque o gás também aumentou). Escrevo pelo contrário para dizer que se é dificil, temos nós de fazer algo para que se torne mais fácil.
Houve tempos em que as pessoas não podiam gritar, e fizeram-no. Hoje podemos, mas não queremos. Porque apesar de podermos, convenceram-nos de que "fica mal" e que a dignidade é aquilo que os outros pensam de nós.
Vamos continuar a enterrar a cabeça na areia até quando? Até nos roubarem a própria areia? Já faltou mais!
Os impostos sobem, os preços tambem e o irs acompanha-os, pelo que os salários acabam por descer duplamente.
Lembro-me perfeitamente de ter estudado uma situação idêntica no 11º. Li aquilo no livro, a professora explicou e voltou a explicar e ainda me consigo lembrar uma por uma das palavras que ela usou, porque essa situação me chocou.
Hoje vejo-a acontecer, e em vez de horrorizada sinto-me principalmente apática, tal como mais 10,5 milhões de pessoas.
Estava curiosa por ver o dia de hoje chegar sem o efeito analgésico do futebol e do mundial. Se ainda lá estivéssemos teria dado a culpa da apatia ao jogo contra não sei quem, ao Ronaldo e ao Queiroz, mas hoje foi também o dia em que a Selecção voltou a casa de casa com ar abatido (até essa), de quem falhou a vida.
Assim, sem nem um futebol que permita a abstracção da vida real, não entendo o silêncio das pessoas, das ruas, do consentido "é assim".
Não escrevo para dizer que a vida é dura e por isso devemos ficar em casa a chorar, lavar dali as mãos (de água fria porque o gás também aumentou). Escrevo pelo contrário para dizer que se é dificil, temos nós de fazer algo para que se torne mais fácil.
Houve tempos em que as pessoas não podiam gritar, e fizeram-no. Hoje podemos, mas não queremos. Porque apesar de podermos, convenceram-nos de que "fica mal" e que a dignidade é aquilo que os outros pensam de nós.
Vamos continuar a enterrar a cabeça na areia até quando? Até nos roubarem a própria areia? Já faltou mais!
Subscrever:
Mensagens (Atom)