Viva os fins de semana cheios e de sol!
Viva o pão fresco, as colinas de sol de Lisboa. Viva a pobre Feira da Ladra, os montes de lixo à venda, as quinquilharias, os restos de vidas antigas. Viva o sol e o panteão, as paredes e os graffitti, viva o Jardim das Pichas Murchas e todo o Bairro de Alfama.
Viva a ginjinha do Rossio, as coisas de gaja e as compras, os jantares em boa companhia. Viva as festas e as noites, a música e os copos, o deitar exausta e acordar num novo dia de sol.
Viva! Pimm!!!
Hum, parece que já li um post parecido por aí algures... Mas este vem fotodocumentado ;)
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Viva
domingo, 20 de janeiro de 2008
Asae
Agora que não se fala noutra coisa senão na Asae, e na sua fiscalização... Eu sugeriria uma visitinha às ruas de Nápoles, com o peixe vendido directamente na calçada... E reparem no cigarro na mão à esquerda, já no limite da foto.
Ai se a Asae sabe disto...
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
Um país
Até é simpático, os turistas adoram-o,
tem paisagens bonitas onde ainda ninguém se lembrou ou conseguiu estragar,
um oceano simpático (menos mal que nos tocou em sorte),
Brandos costumes, pessoas ai e tal que até são simpáticas,
as coisas prontos pá, não é, vão-se fazendo,
porque é assim a vida, lá se vai andando.
Cada um para seu lado, uma bola que estica e encolhe como se fosse plasticina, vai para aqui, encolhe ali, e lá vai o país andando...
Mas nunca há de avançar, nem de chegar a lado nenhum.
Ai Portugal Portugal,
enquanto ficares à espera, ninguém te vai ajudar.
Mas será que alguém realmente quer que o país avance? Eu tenho dúvidas.
domingo, 13 de janeiro de 2008
Cântico negro
"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!
José Régio
Ao Hugo, e a todos os outros que me dão conselhos miraculosos sobre o meu futuro, acusam as minhas escolhas e não escolhas, e crêem solenemente saber qual é o melhor para todos os que os rodeiam!
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Nápoles
Nápoles é isto. Uma confusão inacreditável de carros, aceleras e pessoas que se cruzam por toda a parte, sem se baterem nem esfolarem.
Ruas cheias onde se fala só em dialecto, ruas apertadas por onde não se pode passar com os braços abertos, mas mesmo assim passam ali carros...
Uma verdadeira aldeia com um milhão e meio de habitantes... uma aldeia que só se pode adorar! :)Napoli è questo. Un casino incredibile tra machine, motorini e persone che si incrociano ovunque, ma senza investirsi ne sbattersi.
Vie piene dove si parla solo in dialetto, viccoli stretti dove non si può passare con le braccia apperte, ma comunque ci riescono a passare le machine...
Un vero paese con un millione e mezzo di abitanti... un paese che non si può fare a meno di adorare! :)


